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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Mercado de orgânicos: produção de sementes é um dos principais obstáculos do setor

A obtenção de sementes orgânicas no Brasil é um dos principais entraves do setor. Atualmente, a produção é restrita, em grande parte, aos agricultores familiares. A Lei nº 10.711, referente ao sistema nacional de sementes e mudas, garante respaldo a essa atividade, mas não permite a comercialização de sementes no mercado.
Compras, vendas e trocas só podem ser realizadas entre os produtores, segundo Sylvia Wachsner, coordenadora do Centro de Inteligência em Orgânicos (CI Orgânicos) da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA).
“O setor de orgânicos no Brasil ainda está em formação, e os requisitos para a industrialização e comercialização de sementes é complicado e oneroso, conforme atestam as empresas que produzem sementes do gênero”, comenta.



PESQUISA E DESENVOLVIMENTO

Um dos desafios dessa produção, de acordo com ela, é a utilização de germoplasmas (recursos genéticos) adaptados às regiões brasileiras.
“Devem ser geradas tecnologias ecológicas e adotados métodos orgânicos de manejo dos cultivos. Além disso, é preciso criar métodos de controle de microrganismos associados às sementes”, explica a especialista.
Sylvia salienta ainda que “o melhoramento é uma das iniciativas para incrementar a pesquisa e o desenvolvimento de cultivares de hortaliças adaptadas ao manejo orgânico”.
Como as sementes não podem receber tratamento ou produto químico ou sintético no cultivo, nem no armazenamento, torna-se necessário elaborar tecnologias e pesquisas relacionadas com o uso de produtos alternativos.
“Durante todo o processo, a qualidade sanitária das sementes é muito importante. O local para a produção das sementes deve ser bem escolhido para que se evite problemas como a contaminação cruzada e a criação de barreiras naturais”, relata a coordenadora.
Similar às convencionais, as sementes orgânicas também dependem da aprovação do Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem) e as empresas que produzem precisam ter unidades de beneficiamento.

USO DE CONVENCIONAIS

Existem alimentos anunciados como orgânicos, mas foram produzidos a partir de sementes convencionais? De acordo com Sylvia, a legislação orgânica brasileira só permite o uso de sementes convencionais, não transgênicas e não tratadas, no caso de não haver produção orgânica. Mas o período para a conversão de sistemas precisa ser respeitado.
“O processo de certificação orgânica, nesse caso, exige que os produtores comprovem a não disponibilidade no mercado de sementes orgânicas e também a utilização de sementes convencionais, não tratadas”, diz a especialista.
Em 2014, o governo brasileiro constatou que não havia oferta suficiente de sementes orgânicas para atender à demanda nacional e determinou, dois anos depois, que as Comissões Estaduais de Produção Orgânica publicassem uma relação de sementes orgânicas disponíveis. No momento, essas listas estão em fase de elaboração.

FRUTAS E HORTALIÇAS

A coordenadora do CI Orgânicos destaca que a produção brasileira da maioria de frutas e hortaliças orgânicas utiliza sementes convencionais, não transgênicas e não tratadas.
“As autoridades acreditavam que essa contradição poderia acabar no passado, mas essa prática teve de ser prorrogada para adaptar-se à realidade nacional.”
Atualmente, médios produtores de hortaliças orgânicas, que cultivam diversas variedades, recorrem ao mercado convencional, assim como os pequenos agricultores.
“O governo teve de permitir o uso de sementes convencionais, até que possam existir no mercado sementes orgânicas para suprir esse vazio. Caso contrário, o crescimento da produção orgânica seria reduzido”, observa Sylvia.

INICIATIVAS

Aos poucos, alguns centros de pesquisa começam a lançar sementes orgânicas de cultivares com maior demanda, para uso dos agricultores familiares. Dessa forma, a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, elaborou sementes de milho orgânicas.
Essas opções que já estão na segunda geração e têm ampla adaptabilidade nas diversas regiões do Brasil, com potencial de produção de até oito toneladas por hectare.
Na iniciativa privada, a empresa mineira Grãos Orgânicos produz milho e feijão de porco, e ainda estuda a apresentação de outras cultivares. As sementes de milho são da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e os campos e unidades de beneficiamento são certificados pelo Instituto Biodinâmico  IBD (auditoria).
A sede da empresa é uma fazenda localizada numa área de matas, que favorece o controle biológico pelos insetos. “A falta de milho orgânico é um dos gargalos da cadeia orgânica animal brasileira”, aponta a coordenadora da SNA.
Na União Europeia, os orgânicos são produzidos a partir de sementes específicas e, além disso, há um banco de dados que reúne todas as espécies disponíveis para os agricultores de lá.
“Quando um produtor decide cultivar uma variedade não relacionada, ele precisa de autorização para utilizar sementes convencionais”, reforça Sylvia.

GREEN RIO

Assuntos relacionados à produção de sementes orgânicas serão debatidos durante a próxima edição do Green Rio, evento programado para o período de 11 a 13 de maio, na Marina da Glória, Rio de Janeiro, com o patrocínio do Serviço de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e de outras instituições.
O CI Orgânicos/SNA e o Planeta Orgânico (organizador do evento) vão promover, no dia 11 do próximo mês, um debate sobre os desafios e oportunidades no mercado de sementes orgânicas, que contará com a presença de pesquisadores e empresas do setor.
“Ao pensar em produtos orgânicos, falamos de um mercado diferenciado e de maior valor agregado. Nosso interesse é justamente debater o desafio para a pesquisa e como atrair empreendedores e empresas dispostas a investir nesse nicho de mercado. São investimentos importantes, que teriam um retorno econômico no médio prazo”, destaca Sylvia.


Por equipe SNA/RJ, 05.04.17

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Mulher cria restaurante orgânico em triciclo 'na contramão de food trucks'

Fran Lodde, de 37 anos, deu outra função a triciclo parado em casa. Veículo carrega alimentos orgânicos e artesanais por ruas de Piracicaba.


A notícia foi publicada no site G1.


Fran Lodde é uma das idealizadoras da Casa Nômade em Piracicaba (Foto: Fran Lodde/Arquivo Pessoal)

A publicitária Fran Lodde, de 37 anos, não sabia andar de bicicleta e tinha um triciclo parado em casa. A falta de habilidade não impediu que que ela desse nova função ao veículo e, junto com outras duas parceiras, criou o projeto Casa Nômade, que comercializa alimentos orgânicos e artesanais pelas ruas de Piracicaba (SP).
Ela diz que a ideia "não surgiu com a moda" dos foodtrucks e foodbikes e sim com o objetivo de  valorizar o pequeno produtor e a alimentação natural.
"Eu não sei andar de bike e ainda sinto dificuldade de utilizá-la na cidade, por conta do trânsito cada vez mais caótico e da falta de ciclovias e ciclofaixas", afirmou. E ela rejeita o termo da moda "food bike" devido às características dos alimentos que vende.

Publicitária transforma triciclo em food bike
em Piracicaba (Foto: Fran Lodde/Arquivo Pessoal)
Parceiras
Fran, Carolina Perencin, de 28 anos, e Mariana Pedrozo, de 32, são integrantes de um coletivo de fomento de cultura e sustentabilidade de Piracicaba (SP). 
A ideia do triciclo partiu de Fran, mas 'avançou' com a ajuda das amigas, que ajudam como voluntárias durante os eventos embulantes.
O projeto se concretizou há cerca de dois meses e já ganhou espaço nas ruas da cidade.
Sem agrotóxicos
"Fomos ao serralheiro artístico, amigo nosso, e transformamos o tricículo em uma food bike", contou Fran, que garante: "Não nos espelhamos na moda do food truck. Nossa ideia é outra", ressaltou.
A "ideia", segundo ela, é aproximar o produtor rural com o consumidor. Todos os pratos do cardápio são elaborados com alimentos colhidos direto da roça e sem agrotóxicos.

"O cardápio é preparado de acordo com os alimentos que os produtores nos repassam, de forma a respeitar o tempo de colheita", ressaltou Fran. “A intenção é valorizar os produtores locais, a agricultura  familiar e fortalecer a cultura da alimentação orgânica, mais saudável e consciente", explicou.
Produtora rural
Dona Lourdes, do sítio São Benedito, em Piracicaba, é uma das produtores rurais que fornece alimentos diretos da roça para a food bike.

"Toda semana, ela informa o que vai produzir e nos preparamos as receitas. Privilegiamos produtos cada vez mais integrais e orgânicos, sem glutén ou açúcar, mas que sejam saborosos, combinando paladar e nutrição", disse.
Cardápio
Essa aproximação entre quem fornece e quem consome se deu por meio da parceria com uma outra iniciativa voluntária, já consolidada e realizada no coletivo.
Pratos são preparados com alimentos colhidos direto da roça (Foto: Cada Nômade/ Divulgação)
Atualmente, a food bike fica estacionada na Rua Luiz de Queiroz, em um ponto turístico, de maneira formalizada junto à Prefeitura. Ela oferece cardápio variado com bolos, brigadeiros, charutos recheados, sucos, risotos, pães e empanadas. Os preços vão de R$ 4 a R$ 15. Um dos pratos preferidos dos clientes do tricículo são os brigadeiros de gengibre com laranja, cacau e erva cidreira.
Brigadeiro de gengibre com laranja, cacau e erva cidreira faz sucesso (Foto:Fran Lodde/Arquivo Pessoal)

Triciclo comercializa pratos artesanais e orgânicos em Piracicaba (Foto: Casa Nômade/Divulgação)



domingo, 23 de agosto de 2015

Agroecologia surge como opção para fugir da avalanche de agrotóxicos


A notícia é do jornal "Umuarama Ilustrado", do noroeste do Paraná.

Umuarama – Setores e órgãos ligados a saúde brasileira lançaram dados do volume de venda de agrotóxicos no Brasil. Conforme o boletim, os valores saltaram de US$ 2 bilhões em 2001 para US$ 8,5 bilhões em 2011. No ano de 2009 o País já havia alcançou a indesejável posição de maior consumidor de veneno do mundo. Os números anunciados no primeiro semestre deste ano assustaram o setor público da agricultura, como também a população, promovendo o renascimento da agroecologia e dos produtos orgânicos.

Em nota o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), órgão do Ministério da Saúde, mostra que os números de consumo de agrotóxico ultrapassando a marca de 1 milhão de toneladas, o que equivale a um consumo médio de 5,2 kg de veneno agrícola por habitante. Conforme especialistas, não existe um trabalho cientifico concreto com relação entre consumo de agrotóxico e problemas de saúde. Porém, na prática, a frase: “você é o que você come”, sempre é ressaltada pelos médicos.

O alvoroço em torno do assunto e suas incerteza está levando parte da comunidade à buscar produtos manejados de outra forma, mas não desconhecida dos agricultores mais antigos. Os meios de produção de alimentos vindos da agroecologia ressurgem como opção para fugir do veneno e segundo o agricultor orgânico, Luiz Carlos Gomes Santos, após 11 anos trabalhando com produtos orgânicos, a procura pelo alimento aumentou muito nos últimos anos.

Antes de abolir o agrotóxico e os adubos químicos da sua produção, Santos trabalhou 12 anos com a cultura convencional, porém em 2004 optou por voltar as raízes dos seus antepassado trabalhando com produtos orgânicos. “Foi uma escolha pensando na minha família e no consumidor. Queria oferecer um produto diferente. Mas também pelo controle dos bichos, pois mesmo com o agrotóxico eles apareciam. Agora tudo vive em harmonia”, ressaltou.

Ainda segundo o produtor, no começo foi muito difícil produzir no orgânico, mas agora não pretende voltar à cultura convencional. Ele também ressaltou que a procura pelos alimentos orgânicos vem aumentando, o que mostra uma mudança nos hábitos dos clientes. “Aqui produzo de tudo. De folhosas à tomate, morango, pimentão, berinjela, pepino, abobrinha entre outros”, informou.

Ainda conforme dados do dossiê, o modelo de cultivo com o intensivo uso de agrotóxicos gera grandes malefícios, como poluição ambiental e intoxicação de trabalhadores e da população em geral. As intoxicações agudas por agrotóxicos são as mais conhecidas e afetam, principalmente, as pessoas expostas em seu ambiente de trabalho. São caracterizadas por efeitos como irritação da pele e olhos, coceira, cólicas, vômitos, diarreias, espasmos, dificuldades respiratórias, convulsões e morte. Já as intoxicações crônicas podem afetar toda a população, pois são decorrentes da exposição múltipla aos agrotóxicos, isto é, da presença de resíduos de agrotóxicos em alimentos e no ambiente, geralmente em doses baixas.

Processados pela indústria 
Os resíduos dos agrotóxicos não ocorrem apenas em alimentos in natura, ressalta o estudo. Mas também em muitos produtos alimentícios processados pela indústria, como biscoitos, salgadinhos, pães, cereais matinais, lasanhas, pizzas e outros que têm como ingredientes o trigo, o milho e a soja, por exemplo. Ainda podem estar presentes nas carnes e leites de animais que se alimentam de ração com traços de agrotóxicos, devido ao processo de bioacumulação. Neste sentido, o Inca ressalta que a preocupação com os agrotóxicos não pode significar a redução do consumo de frutas, legumes e verduras, que são alimentos fundamentais em uma alimentação saudável e de grande importância na prevenção do câncer.

Palavra da especialistas
Segundo a mastologista Josiane Saab Rahal, trabalhos científicos que comprovam a relação entre câncer e agrotóxicos não foram totalmente concluídos, mas percebemos que o número de carcinomas vem aumentando e principalmente em uma faixa de brasileiros mais jovens. Neste sentido, segue uma linha de investigação a respeito da alimentação com veneno. “Acredito que os trabalhos que estão chegando virão com a confirmação disso. Temos paciente mais jovens acometidos pelo tumor, qual o motivo? Penso que a alimentação tenha muita influência nos casos”, questionou a médica.


sábado, 9 de agosto de 2014

"BEM ORGÂNICO" LANÇA 1ª BATATA FRITA ORGÂNICA DO BRASIL


batata frita


A fabricante da linha Bem Orgânico acaba de colocar no mercado o segundo lote da primeira batata frita orgânica do País e como hoje, os seus maiores clientes estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste, a indústria busca distribuidores para ampliar a penetração da linha Bem Orgânica em todo o mercado nacional.

As batatas chips orgânicas são comercializadas nas versões chips lisa, chips ondulada e palha e são certificadas pela Ecocert e Sociedade Vegetariana Brasileira – SVB. Ambas certificações garantem ao consumidor que os produtos foram desenvolvidos e fabricados sem a utilização de agrotóxicos e de qualquer ingrediente de origem animal.

A linha teve ótima receptividade no mercado, mas o primeiro lote ficou restrito a algumas praças. “Após o lançamento da Bem Orgânico e participação em importantes eventos do segmento, nosso SAC passou a receber pedidos de vários estados, inclusive do Norte e Nordeste. Por isso, estamos buscando empresas especializadas para fazer a distribuição e prospectar novos mercados”, explica a diretora Marisa Vidoz.

Na carteira de clientes estão os supermercados GPA (Grupo Pão de Açúcar), Coop – Cooperativa de Consumo (SP), Angeloni (SC), Zaffari (RS), Verdemar e Super Nosso (MG), Festival, Casa Viscardi e Casa Fiesta (PR) e Big-Lar (MT), além dos empórios Santa Luzia, St Marché e Santa Maria (SP).

FONTE: http://www.organicsnet.com.br/

quarta-feira, 11 de junho de 2014

JASMINE LANÇA PRIMEIRA LINHA DE ALIMENTOS INFANTIS ORGÂNICOS

E se, em vez de ter de readaptar o paladar, substituindo os industrializados na fase adulta por alimentos saudáveis, 100% naturais e saborosos, você pudesse fazer isso ainda nos primeiros anos de vida? A mudança seria mais fácil e os resultados perceptíveis logo cedo.

Primeira linha infantil orgânica do mercado, a Linha Beabá, da Jasmine Alimentos, permite oferecer aos pequeninos um cardápio composto por mingaus, papinhas e purezinhos, todos 100% naturais, livres de aditivos químicos ou agrotóxicos, com 0% de lactose. Com a linha, a Jasmine amplia o mix de produtos infantis.



A linha Beabá é composta pelo mingau infantil orgânico (230g) em três sabores: cereais e frutas, trigo e soja e arroz, quinoa e amaranto. Entre as papinhas (113g) estão os sabores maçã e mix de frutas. Já os purezinhos orgânicos (113g) contam com os sabores abóbora, batata e cenoura, macarrão com vegetais e vegetais com arroz e quinoa.

Os purezinhos orgânicos são cozidos e processados de forma inteligente, sem adição de açúcar, leite ou derivados, e baixos teores de sódio. Os potinhos oferecem apenas vegetais e cereais naturais, o que reforçam o conceito da empresa, que traz alimentos saudáveis do início ao fim, desde os ingredientes que o compõem até a finalização do processo, quando está pronto para o consumo. A embalagem pode ser aquecida no micro-ondas.

Os mingaus são de preparo instantâneo e fácil para os pais, com textura suave e agradável. Prontas para consumo, as papinhas são feitas de frutas selecionadas e orgânicas, e vêm em embalagem pouch que facilita o consumo e o manuseio pela própria criança.

Entre as vantagens dos produtos da linha Beabá em relação aos demais alimentos dirigidos ao público infantil estão a textura suave das papinhas e purezinhos e as embalagens, livres de BPA (ou Bisfenol A, difenol utilizado na produção do policarbonato de bisfenol A) evitando a contaminação do alimento. Além disso, os produtos são orgânicos e certificados 100% naturais (sem qualquer aditivo químico ou agrotóxico).
Linha Beabá Jasmine

Papinhas orgânicas: R$ 5,85
Mingau infantil orgânico: R$ 8,98

Sobre a Jasmine

Jasmine Alimentos é uma empresa paranaense, referência no segmento de alimentação100% saudável, orgânicos, integral, funcional. São mais de vinte anos de atuação no mercado brasileiro e de alguns países no exterior, oferecendo produtos alinhados à filosofia de promover saúde e qualidade de vida através de alimentos saudáveis e nutritivos, com sabor e qualidade diferenciados. A filosofia da Jasmine Alimentos, é que norteia todo o desenvolvimento de produtos naturais, integrais e orgânicos, com a utilização de matérias-primas rigorosamente selecionadas, isentos de aditivos químicos e outros alimentos nocivos ao ser humano e ao meio ambiente. Hoje, a empresa tem em sua linha de alimentos naturais, integrais e orgânicos, 150 itens. Destes, 31 são produtos orgânicos, certificados pelo Instituto Biodinâmico (IBD), de acordo com normas internacionais de controle e rastreabilidade, desde a produção no campo até o processamento e empacotamento. Os produtos Jasmine são facilmente encontrados pelos consumidores, pois são distribuídos para as principais redes de supermercados nacionais e regionais, além de lojas especializadas, lojas de conveniência, farmácias e drogarias, em todo o Brasil, além do comércio exterior.


FONTE: http://www.paranashop.com.br/colunas/colunas_n.php?id=28994&op=gastronomia

sábado, 26 de janeiro de 2013

CONSUMO DE ALIMENTOS ORGÂNICOS CRESCE E SETOR BUSCA MAIS PRODUTIVIDADE



O cultivo de produtos orgânicos, feitos sem a adição de agrotóxicos, está em ascensão no Brasil. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário, a produção aumenta de 15% a 20% por ano. Mesmo diante do crescimento do consumo, os produtores têm desafios no segmento, como aumentar a produtividade e a oferta dos orgânicos.

As diferenças entre lavouras orgânicas e tradicionais são sutis. A planta, no entanto, é mais clara e o sabor é diferente. O produtor rural Paulo Honda, de Mogi das Cruzes (SP), explica que o controle de pragas é feito a partir de combinações que não afetam o meio ambiente, como uma solução à base de pimenta e alho, que afasta os insetos.

Outra maneira de controlar as pragas é manter o mato que cresce em volta da plantação.

- O mato é um aliado das plantas, existe mato que atrai os insetos mais do que o próprio produto -- destaca o produtor.

Honda trabalha há 15 anos somente com produtos orgânicos. Antes disso, ele utilizava o sistema convencional, até que suas experiências foram compradas por uma empresa da região, que se interessou pela alternativa.

Hoje, o agricultor cultiva seis hectares de alface, brócolis, batata, berinjela e moranga sem utilizar nenhum produto químico.

- O produto é bastante seguro para quem trabalha e especialmente para os consumidores. Nós estamos contribuindo para questões ambientais, como solo, ambiente e recuperação de matas de reserva -- pontua.

No entanto, o produto ainda é caro ao consumidor devido à baixa oferta e produtividade.

- Nós não temos insumos eficientes para produção orgânica. A produtividade ainda é , principalmente nesta época com clima severo. A gente tem uma perda muito grande de produtos folhosos -- explica.

De acordo com o diretor de Agregação do Ministério do Desenvolvimento Agrário,
Arnoldo de Campos, em algumas redes, no entanto, o aumento na produção de alimentos orgânicos pode chegar a 40%, consequência do crescimento econômico, que dá mais opções ao consumidor.


FONTE:http://www.agrosoft.org.br/agropag/224184.htm?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+agrosoft+%28Jornal+Agrosoft%29

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

SAIBA QUANDO É MELHOR OPTAR POR ORGÂNICOS PARA ALIMENTAR AS CRIANÇAS


A busca por produtos orgânicos vem ganhando força no mundo. Nos Estados Unidos, a onda tem como apoiadora a primeira dama do país, Michelle Obama, que cultiva uma horta na Casa Branca e defende a alimentação saudável, tendo escrito até um livro, "American Grown: The Story of the White House Kitchen Garden and Gardens Across America" ("Cultivado na América: A História da Horta da Casa Branca e de Hortas pela América", sem edição em português). Diante de tanto apelo, seriam os alimentos orgânicos fundamentais para a alimentação de bebês e crianças?



"São melhores do que os convencionais, porque estão livres de defensivos (agrícolas), mas não precisam ser uma prioridade para as mães preocupadas com a alimentação dos filhos. Para famílias de baixo poder aquisitivo, por exemplo, não vale o custo benefício, já que os produtos são muito mais caros do que os convencionais", afirma o pediatra Fabio Ancona Lopez, membro do Departamento de Nutrição da SPSP (Sociedade Paulista de Pediatria).

O pediatra Sidney Federmann, especialista em alimentos funcionais do Hospital São Luiz, em São Paulo, tem a mesma opinião. "A prioridade deve ser uma alimentação saudável e variada, com frutas, verduras, legumes, carnes, feijão, leite e derivados e cereais. Sejam eles orgânicos ou não. Além disso, não há uma pesquisa conclusiva afirmando que os orgânicos são mais nutritivos do que os convencionais".

Um dos estudos que constatou que não há evidências científicas de que os alimentos orgânicos apresentam vantagem significativa em relação ao valor nutricional foi conduzido pela Academia Americana de Pediatria. No entanto, a entidade não desestimula seu consumo, já que eles não contêm agrotóxico, além de serem cultivados de forma menos nociva ao meio-ambiente.

Já Sônia Stertz, pesquisadora da UFPR (Universidade Federal do Paraná), fez sua tese de mestrado sobre alimentos orgânicos e afirma que eles são sim mais nutritivos do que os cultivados de forma convencional. “Eles têm mais nutrientes, como vitamina C, fibra alimentar e outros minerais importantes para a saúde, como ferro, potássio e selênio”, declara a especialista.

Medidas de precaução

Segundo a nutricionista Glauce Hiromi Yonamine, supervisora do ambulatório do Instituto da Criança, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, é possível eliminar um pouco do agrotóxico ao selecionar e preparar alimentos seguindo algumas recomendações:

- Dê preferência a frutas e verduras da época, pois elas necessitam de menos agrotóxicos;

- Lave bem os alimentos para reduzir a presença de substâncias na superfície;

- Retirar as cascas de frutas e legumes e as folhas externas de verduras ajuda a eliminar os agrotóxicos de superfície;

- A higienização com hipoclorito de sódio é importante para eliminar micro-organismos, mas não acaba com os agrotóxicos. No entanto, o procedimento ajuda a reduzir entre 10% e 20% do agrotóxico de contato (o que é despejado sobre a planta e não passa para dentro dela).
Crianças: mais expostas

Pesquisas à parte, a grande questão para os defensores da onda verde é o nível de pesticidas nos alimentos cultivados de forma convencional, que está relacionado a alguns problemas, como hiperatividade, distúrbios de comportamento, atrasos de desenvolvimento, disfunção motora e até câncer. A maior parte dos casos, porém, ocorre com os trabalhadores que lidam diretamente com as substâncias. Na população em geral, as crianças são as mais expostas aos riscos.

Segundo um estudo da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, alimentos com alto índice de agrotóxico afetam dez vezes mais crianças do que adultos, além de terem efeito cumulativo ao longo da vida. Segundo o pediatra Sidney Federmann, as crianças são as mais afetadas por causa do baixo peso.

Apesar dos riscos sabidos, o Brasil é o campeão no uso de defensivos químicos nas plantações, superando os Estados Unidos. Em 2010, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou o "Para" ("Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos") com amostras de 20 itens. A conclusão foi que 28% do total das 3.130 amostras coletadas apresentavam limites de agrotóxico acima do recomendável ou tinham substâncias não aprovadas para uso.

Campeões de agrotóxicos

Se for optar por alimentos orgânicos para a sua família, é importante ficar de olho em algumas recomendações, de acordo com José Pedro Santiago, diretor da IBD Certificações, certificadora de produtos orgânicos. A primeira delas é verificar se o item tem algum selo que mostre que é certificado ou validado por um organismo aprovado pelo Ministério da Agricultura.

Santiago diz que caso a pessoa for comprar apenas alguns alimentos orgânicos deve dar preferência para aqueles que, quando produzidos de forma convencional, são os mais contaminados por agrotóxicos, como tomate, batata e pepino.

Cultivo tradicional

Ao comprar alimentos cultivados de forma convencional também é possível adotar algumas medidas para evitar a compra de itens muito afetados por agrotóxicos. Confira algumas recomendações da pesquisadora Sônia Sterz:

- Desconfie de legumes muito grandes, que podem ser resultado de adubação e estimulantes artificiais;

- Dê preferência aos produtos nacionais, em vez dos importados. Frutas e legumes produzidos localmente não requerem tantos pesticidas quanto aqueles que percorrem longas distâncias e são armazenados por longos períodos de tempo;

- Opte por folhosas como alface, agrião, almeirão, rúcula, couve-manteiga e cheiro verde, que apresentam ciclo curto de cultivo e por isso recebem menos pulverizações com agrotóxicos;

- Entre as frutas, prefira caqui, pitanga, abacate, acerola, jabuticaba, coco, mexerica (ponkan) e nêspera, que apresentam baixo risco de contaminação;

- Morango, goiaba, uva, maçã, pêssego, mamão papaia, figo, pera, melão e nectarina possuem alto risco de contaminação quando são produzidos de modo convencional.


FONTE: http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2012/11/20/saiba-como-aproveitar-os-alimentos-organicos-no-cardapio-do-seu-filho-sem-pesar-no-seu-bolso.htm




quarta-feira, 14 de novembro de 2012

ORGÂNICOS SEM INTERMEDIÁRIOS

A lista de produtos orgânicos que estão conquistando as gôndolas dos supermercados não para de crescer.

No último ano, as iguarias ganharam espaço exclusivo nos corredores, com direito a placas explicativas. Mas a produção nacional ainda insuficiente leva o varejo a importar rótulos made in Espanha, por exemplo. Segundo a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), as vendas de produtos sem agrotóxicos deve alcançar R$ 30 milhões em 2012 - participação ainda tímida frente às vendas totais dos supermercadista no Estado ro Rio Grande do Sul (R$ 15 bilhões). "O gaúcho é o consumidor com maior preocupação em relação à qualidade de vida e ele está disposto a pagar até 40% a mais por produtos saudáveis", avalia o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo. De acordo com o dirigente, o destaque em termos de participação do segmento na comercialização, hoje, se dá no setor hortifruti, onde 10% das vendas, em média, correspondem a orgânicos. E a aposta é que este percentual dobre nos próximos cinco anos.


Mas há também quem prefira as feiras livres, onde impera a venda direta do produtor ao consumidor. Comprar nesses locais é a melhor forma de consumir orgânicos a um custo mais acessível, avalia o coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura (Mapa), Rogério Dias. Segundo ele, sem intermediários, a produção local, que percorre distâncias menores, também é fortalecida. Ganha o consumidor, ganha o agricultor.

O funcionário público Jânio Bertollo Marcon, 50 anos, sabe que a salada do almoço de domingo pode sair bem mais barata no supermercado, mas o sabor e a qualidade compensam os centavos gastos a mais. Ele conhece praticamente todos os feirantes - cerca de 40 - da Feira Ecológica, no bairro Menino Deus, na Capital, pelo nome. Também pudera: frequenta desde as suas primeiras edições. Nascido em Jaguari, na região Central do Estado, é lá que ele reencontra aromas e sabores que marcaram a sua infância. "Venho duas vezes por semana para ter alimentos mais frescos, já que são recém colhidos. Também faço encomendas e aproveito para pegar algumas dicas com o pessoal sobre doenças de plantas para repassá-las para parentes que moram no Interior."

O agricultor é outro que se beneficia da venda direta. Em média, o valor do produto orgânico é 30% superior ao convencional. Olair Nunes dos Santos, 52 anos, de Nova Santa Rita, é um deles. Hoje, quase tudo o que é colhido na propriedade de 12 hectares é comercializado na feira, que ocorre quartas-feiras e sábados no pátio da Secretária da Agricultura (Seapa). Santos consegue enxergar benefícios além do preço diferenciado, a começar pela sua saúde. Há 23 anos, ele decidiu que "os venenos" não iriam mais fazer mal a sua família. Os olhos esverdeados viram, assustados, vizinhos e colegas da Associação Grupo do Erval terem que buscar auxílio médico depois de uma intoxicação. Assentado da reforma agrária, o agricultor conta que o incentivo do governo foi fundamental para a transição.

Além disso, Santos preza pelos laços afetivos com o público. "São mais do que clientes, viraram amigos." Apesar do movimento intenso, no dia em que a reportagem foi à feira, Santos conseguiu dar atenção a um grupo de 15 alunos do Ciep Mané Garrincha, conduzido pela professora Beatriz Lopes, e saciar a curiosidade dos pequenos. Mas nem sempre foi assim. Quando a feira começou, há 15 anos, eram duas bancas para consumidores escassos.
FONTE: http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=117&Numero=324&Caderno=11&Noticia=455770

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

PESQUISA AFIRMA QUE ORGÂNICOS TRAZEM BENEFÍCIOS À SAÚDE


A Universidade de Stanford confirma benefício à saúde em 78% das famílias americanas que consomem alimentos orgânicos esporadicamente.

Segundo a pesquisa publicada em setembro de 2012 nos Annals of Internal Medicine, os produtos orgânicos de origem animal estão menos expostos aos antibióticos e contém baixas doses de hormônio de crescimento.

Dessa forma, o consumidor que consome alimentos orgânicos não fica exposto a bactérias resistentes aos antibióticos.

O estudo ainda revela que os produtos convencionais têm 30% a mais de chance de ter contaminação por agrotóxicos que o alimento orgânico. No caso de produtos de origem animal, a taxa de risco de contaminação sobe para 33% com relação ao orgânico.

A produção de carne orgânica no Brasil é bastante recente, aproximadamente 10 anos no mercado nacional de acordo com o site da WWF, ONG brasileira comprometida com a conservação da natureza.

Somente nos últimos três anos é que a comercialização começou a se estruturar definitivamente.

Robert Wilson Jukovski, de 18 anos, trabalha com carnes orgânicas e sentiu essa dificuldade. “No começo ficamos decepcionados com a venda, mas aos poucos fomos crescendo e hoje não pensamos em deixar o negócio”, diz ele.

Robert, que trabalha juntamente com o irmão há dois anos, se encontram todos os sábados na Feira do Passeio Público em Curitiba. Ele explica que o conceito da carne orgânica é diferente. O gado é criado solto, se alimentando de pasto, de maneira natural.

“O animal é tratado com fitoterapia e homeopatia”, afirma Robert. Além disso, o abate é chamado de “humanitário”, pois evita que o animal sofra.

A professora Marilze Mendes, de 48 anos, frequenta a Feira do Passeio Público e é cliente da Taurino’s Organic há dois anos.

“O sabor da carne é mais acentuado que a da carne tradicional”, enfatiza.

Uma das preocupações é também com a carne de frango. Marilze explica que a carne orgânica de frango é livre de hormônios, diferentemente das aves de granja.

O preço é mais elevado que a da carne convencional, mas ela diz que “ainda com o preço mais alto o melhor mesmo é cuidar da saúde”.
 
FONTE: http://www.tribunadabahia.com.br/2012/09/22/pesquisa-afirma-que-alimentos-organicos-trazem-beneficios-saude

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

PROCESSO DE CERTIFICAÇÃO DE ORGÂNICOS NO RIO DE JANEIRO DESPERTA A ATENÇÃO EM OUTROS PAÍSES

O processo de certificação praticado pelos agricultores orgânicos do estado do Rio de Janeiro começou a chamar a atenção de outros países, disse à Agência Brasil o diretor do Instituto de Agronomia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Antonio Carlos Abboud. Ele falou sobre o setor, durante o Seminário Diálogos para Prática do Desenvolvimento Sustentável, que o Programa de Pós-Graduação em Práticas em Desenvolvimento Sustentável da UFRRJ promoverá semanalmente no Clube de Engenharia até o final do ano.
Formada por pequenos produtores rurais, a produção fluminense de alimentos orgânicos está voltada principalmente para as hortaliças e é encontrada na região serrana do estado. Os produtores se associam em vários núcleos e têm um processo de certificação, o sistema participativo de garantia (SPG), que traz uma mensagem de associativismo. Os pequenos produtores se reúnem em associações para ganhar escala, tendo em vista que as grandes redes varejistas (supermercados) adquirem seus produtos orgânicos de entrepostos de atacado de outros estados, como São Paulo, por exemplo.

De acordo com a Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro (Abio), que coordena esse sistema no Rio de Janeiro e é a entidade do setor mais antiga do país, "os SPGs caracterizam-se pelo controle social, pela participação e pela responsabilidade de todos os membros pelo cumprimento dos regulamentos da produção orgânica". Os membros do SPG estabelecem ações coletivas de avaliação da conformidade dos fornecedores em relação à regulamentação da produção orgânica, acrescenta a entidade.

Antonio Carlos Abboud disse que, no início, as pessoas desacreditaram do SPG, por julgarem que era uma autocertificação. "Mas é um modelo que tem funcionado muito bem e tem chamado a atenção de outros países. Nós somos pioneiros nesse modelo. É bastante democrático, adaptado a pequenos produtores, que estão iniciando ou têm pouco capital".

A vantagem do SPG, reforçou o professor da UFRRJ, é que ele aproxima o consumidor dos produtores. "Os consumidores que fazem parte desse circuito têm uma relação próxima, nas feiras, com o produtor. Cria-se aí um vínculo de confiança entre produtor e consumidor. É uma coisa sólida. Não é uma coisa fria da certificação por auditagem". Para ele, o modelo do Rio tem um cunho mais social.

A produção orgânica do Rio de Janeiro tem muita semelhança com a de Santa Catarina, disse Abboud. Os dois estados têm características de relevo e de condição fundiária similares. Englobam pequenos produtores diversificados e, também, a policultura.

Em outros estados, o professor disse que a produção agrícola orgânica é feita por empreendimentos de grande porte, baseados em ciclos de monocultura, como a do açúcar, da uva ou da laranja, com os produtos certificados por instituições creditadas pelo Ministério da Agricultura.

Para Abboud, esses grandes empreendimentos, embora apliquem técnicas orgânicas, violam alguns princípios da agroecologia, entre os quais a biodiversidade. "Mas não ferem a legislação". O perfil é diferente dos SPGs, embora essa seja uma forma também reconhecida pelo ministério. "Apenas, dispensa-se, nesse caso, o uso de certificadoras".

Abboud não crê que o preço dos produtos orgânicos seja elevado. "O preço é consequência". Ele acredita que à medida que a demanda por orgânicos aumente, a oferta também aumentará e, com isso, o preço vai cair. "Precisa desenvolver o mercado, ampliar a oferta e a demanda, e o preço vai cair", disse.

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Edição: Fábio Massalli

FONTE: http://www.agrosoft.org.br/agropag/222953.htm

PRODUTORES DE ORGÂNICOS DA PARAÍBA RECEBEM CERTIFICAÇÃO


Um grupo de 23 agricultores recebeu certificado do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reconhecendo cultivo conforme as regras da produção orgânica. Os documentos foram entregues durante a Feira do Empreendedor da Paraíba, que terminou no dia 22 de setembro.

Os produtores rurais que receberam a certificação foram acompanhados por um ano pela Comissão de Orgânicos da Paraíba e, atualmente, vendem seus produtos na feira livre do estacionamento do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (DNOCS) na capital, João Pessoa. “Trabalho na agricultura há dez anos, mas há cinco com produtos orgânicos. Sei da importância dele para nós e para o meio ambiente. Fiquei feliz em ter o certificado, pois é mais uma prova de que vendemos produtos saudáveis”, disse o agricultor Raimundo Miguel, do município de Pedras de Fogo/PB.

De acordo com a Coordenação de Agroecologia da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Mapa, existem na Paraíba mais de 40 feiras livres que vendem produtos orgânicos e o cultivo dessa produção no estado ocupa uma área de 4,3 mil hectares.

FONTE: SEBRAE Ddisponível em: http://www.cenariomt.com.br/noticia.asp?cod=237814&codDep=6

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

8 MITOS E VERDADES DOS ALIMENTOS ORGÂNICOS


Consumir alimentos livres de agrotóxicos ainda é um tabu na mesa do brasileiro. Além dos preços altos, que ainda pesam no orçamento, existe ainda o problema da falta de variedade dos produtos orgânicos pelos supermercados - que fazem a chamada venda pulverizada, uma vez que é preciso buscar um frango aqui, um hortifruti ali.


Como se não bastassem todas estas questões, ainda existe muita falta de informação. Os orgânicos são, de fato, mais saudáveis? Por quê? Fazem perder peso mais facilmente? Para responder estas e outras dúvidas, a reportagem ouviu a nutricionista funcional Flávia Cyfer e o idealizador da rede Organomix, Marcelo Schiaffino, para desvendar os mitos e esclarecer as verdades acerca dos alimentos produzidos sem agrotóxicos. Confira.

São mais caros?
Sim, são bem mais caros. Por serem produzidos em baixa escala e terem tempo de colheita superior aos plantados com produtos químicos que agilizam o crescimento e combatem as pragas, os alimentos orgânicos seguem a cadeia econômica clássica da lei da oferta e da procura. A baixa produção eleva os valores.

São mais saudáveis?
Muito mais saudáveis, uma vez que são colhidos sem a utilização de agrotóxicos, ou hormônios de crescimento (no caso de frangos e peixes, por exemplo). É um investimento que você faz em você, em função do alto preço, mas imagine também que, de forma indireta, pode estar economizando em remédio no futuro.

Ajudam o meio ambiente?
Ajudam, absolutamente, a forma de cultivo sustentável em relação ao meio-ambiente. Só pelo fato de não estar contaminando o solo com os produtos químicos, já valida a questão.

Todos fazem perder peso?
Uma coisa não tem a ver com outra. Por mais saudáveis que sejam, o emagrecimento vai depender de uma dieta balanceada, de preferência com orientação de um nutricionista.

Aumentam o risco de intoxicação alimentar?
De jeito nenhum. Não é por estar exposto a intempéries e eventuais pragas que vá causar essa intoxicação, uma vez que você não vai se alimentar de algo estragado. Além disso, os orgânicos são in natura, sem adição química, nem nada. Mito!

Podem ser consumidos sem lavar?
Não, eles têm a sujeira e os micro-organismos de praxe. Tem que lavar a desinfetar bem, como qualquer alimento que é levado à mesa.

Eles são colhidos prematuramente para evitar gastos?
Não, seguem uma cadeia de comércio como qualquer produto.

Podem ser consumidos crus?
Os alimentos vegetais podem. A única diferença é a vantagem de não ter agrotóxico.
 
 
 
FONTE: http://saude.terra.com.br/dietas/especialista-explica-8-mitos-e-verdades-dos-alimentos-organicos,54b4d23d82df9310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html
 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

AGRICULTORES ORGÂNICOS TÊM ALTERNATIVAS DE MERCADO



Com atuação limitada às feiras populares ou a campanhas eventuais de conscientização sobre a importância de alimentos saudáveis, agricultores familiares atendidos pelo Programa Agroecolóico Integrado e Sustentável (Pais), da Fundação Banco do Brasil (FBB), ganham novas alternativas de mercado em Rondônia.

Pais é a tecnologia social que atende a pequenas propriedades familiares na produção de alimentos cultivados com biofertilizantes e bioinseticidas no lugar de agrotóxicos, e que vendem a produção além da necessária para o próprio sustento.

Três exemplos ocorrem semanalmente em instituições como o Sebrae, a Emater e a Embrapa, em Porto Velho (RO). Uma vez na semana, um produtor expõe e comercializa parte de sua produção de hortaliças, frutos e verduras.

Atendendo a encomendas, ou em vendas espontâneas, esses produtores cativam novos clientes e adeptos desse tipo de alimento, já que seus produtos, além de totalmente saudáveis, têm durabilidade muito maior.

Entre os adeptos dos alimentos orgânicos este Cleide Pereira da Silva, funcionária do Sebrae/RO. “A gente se informa, recebe orientação de especialistas, mas não encontra os produtos nos supermercados. As hortaliças duram mais, além de ser altamente saudáveis”, diz ela.

Caminho

O produtor orgânico que semanalmente comparece ao Sebrae é Ronaldo de Mattos, presidente da Associação de Agricultores Agroecológicos de Porto Velho. “Essas feiras são o caminho. Não deixam de ser uma venda direta ao consumidor, que compra produtos mais baratos que nos mercados, onde os preços são diferenciados”, diz ele.

A tecnologia Pais em Porto Velho tem a parceria do governo federal, FBB, prefeitura, Semagric, Emater, Embrapa, Seagri e Sebrae.

Ronaldo diz que está em estudo o mesmo tipo de atuação em condomínios residenciais. “Faremos uma espécie de kit com os produtos para oferecer aos moradores”.
FONTE: http://www.rondonoticias.com.br/ler.php?id=113430

RIO DE UNA TESTA POTENCIAL PARA ORGÂNICOS NO NORDESTE



Todos os meses, cerca de 300 toneladas de legumes e verduras orgânicas picadas e higienizadas deixam a sede da Rio de Una, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba (PR), para abastecer 280 pontos de vendas em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A empresa, controlada pelo Axialpar - fundo de investimento do antigo banco Axial voltado para projetos sustentáveis -, é uma das poucas do país que fornecem hortaliças isentas de agrotóxicos prontas para o consumo.

Criada há 15 anos já com essa proposta, a Rio de Una - o nome é uma referência ao curso d' água que cortava a propriedade onde teve início o projeto - conta com a parceria de 117 produtores do Sul e do Sudeste, assistidos por uma equipe de engenheiros agrônomos da própria empresa, cujo faturamento é de R$ 20 milhões anuais. Mas era preciso ampliar essa rede, e a empresa partiu para o Nordeste.

Em 2011, a Rio de Una implantou um projeto semelhante em seis municípios da Paraíba, em conjunto com a fazenda Tamanduá, que também pertence ao Axialpar. Ali são produzidas frutas, queijos e mel orgânicos no município de Santa Terezinha. Por enquanto, os 25 agricultores associados respondem por uma safra de apenas 20 toneladas mensais de hortaliças, batatas, pimentões, berinjelas, tomates e cenouras, por meio de cultivo irrigado, mas a tendência é de crescimento.

Os produtores seguem certos cuidados especiais com plantios instalados no sertão. Para proteger culturas mais suscetíveis a pragas, como a batata, a indicação é aplicar defensivos naturais como a calda bordalesa, feita com mistura de cal virgem e sulfato de cobre. Além de adubo verde, a crotalária é utilizada no combate aos nematóides, vermes de solo invisíveis a olho nu e que atacam as raízes das plantas. E hortaliças e frutíferas podem ser cultivadas em consórcio para o melhor aproveitamento da adubação.

Segundo Jean Revece Neto, diretor da empresa, no início a ideia era escoar a produção nordestina para o Paraná, para que ela funcionasse como uma espécie de reforço em épocas de entressafra na região Sul. Mas a estratégia mudou. Como o custo com o transporte era alto demais, a decisão foi explorar a própria região Nordeste, cujo mercado para produtos agroecológicos ainda é quase inexistente.

"A aceitação tem sido boa, pois não havia esse tipo de abastecimento regular na região", comenta Revece. Com a colheita paraibana, a Rio de Una projeta um crescimento de 5% a 10% por ano em sua receita total. "A nossa experiência paranaense ajudará a formar o novo mercado", afirma.

O Paraná é considerado pioneiro na agricultura orgânica e possui a maior diversificação nesse tipo de produção, com 49 atividades ligadas aos cultivos de frutas, legumes, verduras e produção de artigos industrializados, de acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2006.

O Estado é um dos mais importantes representantes do mercado de orgânicos do país. Estima-se que o segmento movimente cerca de R$ 250 milhões por ano, mas há uma carência de informações que pode ser justificada pela demora da regulamentação da Lei 10.831, que entrou em vigor há apenas dois anos. Por meio dela, as certificadoras passaram a ter que fornecer números sobre a produção de seus clientes para o Ministério da Agricultura. As informações são do site Valor Econômico.
FONTE: http://www.opovo.com.br/app/economia/2012/09/17/noticiaseconomia,2921289/rio-de-una-testa-o-potencial-para-organicos-no-nordeste.shtml

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

CUIABÁ ESTÁ ENTRE AS 5 CAPITAIS QUE NÃO POSSUEM FEIRAS DE ORGÂNICOS


Cuiabá integra o grupo de 5 capitais brasileiras que não possuem nenhuma feira de alimentos orgânicos. Verificação é do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) em parceria com o Fórum Nacional das Entidades Civis de Defesa do Consumidor (FNECDC), que identificou Boa Vista (Roraima), Macapá (Amapá), Palmas (Tocantins) e São Luís (Maranhão) como localidades onde há demanda por esses produtos, mas nenhum centro de comercialização direta da produção agroecológica e orgânica. Em todo país foram identificadas 140 feiras, distribuídas em 22 capitais, sendo que o Rio de Janeiro (Rio de Janeiro) reúne o maior número delas, num total de 25, seguido por Brasília (Distrito Federal) com 20 feiras, Recife (Pernambuco) com 18 e Curitiba (Paraná) com 16.

Porém, nos próximos 2 anos o abastecimento de alimentos orgânicos na Capital mato-grossense pode receber um reforço com o desenvolvimento de um projeto que prevê aumentar a produção em toda região da Baixada Cuiabana, explica a fiscal agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Jeankeile Bif. Intenção é garantir esse tipo de produto aos turistas que chegarem ao Estado para acompanhar os jogos da Copa do Mundo de 2014, atendendo exigência da Federação Internacional de Futebol (Fifa). "É possível garantir essa produção nesse prazo fazendo a conversão de propriedades e queremos iniciar com os agricultores que já investiram nesse tipo de atividade".



Recentemente a Superintendência do Mapa tentou realizar duas feiras para comercialização de alimentos orgânicos em Cuiabá, mas esbarrou na falta de produtos. "Existe demanda mas a produção na Baixada Cuiabana, próxima do principal centro consumidor que é a Capital, ainda é muito pequena". Registros do ministério apontam a existência de 71 produtores cadastrados em todo Estado, os quais são habilitados para comercializar a produção com as prefeituras, atendendo a alimentação escolar, além de feiras.

Interessada em comercializar os produtos orgânicos, a proprietária do Empório Quitanda Santa Cecília, Carla Paludo, revela que ainda não encontrou fornecedores locais e que alguns clientes do recém-inaugurado estabelecimento têm procurado esses alimentos. "Temos interesse em negociar, mas é difícil encontrar fornecedor até em São Paulo, de onde trazemos a maioria dos produtos".

Mercado consumidor de alimentos orgânicos cresce em média 30% ao ano, diz a pesquisadora da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Maria Elienai Correia. "Há uma demanda altamente reprimida em Mato Grosso e esse é um mercado que o produtor deixa de explorar, por falta de assistência técnica e também por querer vender apenas em grandes quantidades". Orientação sobre como produzir alimentos sem uso de agrotóxicos também é feita pela Universidade de Mato Grosso (Unemat), durante as aulas do curso de Agronomia.

Pioneiro na atividade e mantendo uma produção comercial bem-sucedida em 13 anos de atividade, o produtor Marcos Sguarezi diz que buscou especialização fora do Estado antes de fazer a conversão da propriedade para produção agroecológica. No sítio Monjolinho, em Chapada dos Guimarães, cultiva 42 produtos entre frutas, verduras, legumes, ervas aromáticas e temperos, além de cana para conversão em açúcar mascavo e até flores comestíveis. Para o próximo ano, a intenção é ampliar a produção com o cultivo de morango. Alimentos obtidos na propriedade são comercializados de forma direta numa feira realizada todo sábado na cidade de Chapada dos Guimarães e, principalmente, com uma rede de supermercados em Cuiabá.

Todos os produtos são certificados com o selo de alimento orgânico. Atenta a esse mercado, foi inaugurada em Chapada dos Guimarães a empresa Rockall Fertilizantes Naturais, que atualmente atende o projeto PAIS em unidades de Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Pernambuco, Ceará e Pará. De acordo com a diretora de vendas Natia Ortega, os fertilizantes produzidos com rochas trituradas são ricos em minerais e tornam as plantas resistentes aos ataques de insetos e à estiagem. "A produtividade das lavouras orgânicas pode ser superior às convencionais a partir da regeneração dos solos com mineralização e essa não é uma forma dispendiosa".


Preço - Pesquisa realizada pelo Idec identificou que o principal entrave ao consumo de alimentos orgânicos é, além da falta de feiras especializadas, o preço praticado, geralmente mais caro se comparado aos produtos convencionais. Consumidora de alimentos orgânicos, a jornalista Josana Salles avalia que para a população mato-grossense ainda é não é possível manter uma alimentação baseada em produtos livres de agrotóxicos. "Além da produção pequena, concentrada em algumas regiões (Chapada dos Guimarães, Cáceres e Alta Floresta), há uma diferença grande nos preços.

O tomate orgânico, por exemplo, pode custar até R$ 5 a mais que o convencional". Terapeuta corporal Gê Vilá também reclama dos preços dos orgânicos e da pouca oferta em Cuiabá e compara com a capital de Santa Catarina, Florianópolis, onde há 7 feiras específicas desse tipo de alimento, segundo pesquisa do Idec. "Estou de mudança para lá, onde há uma boa produção e comercialização de orgânicos".

Produtor Marcos Sguarezi confirma a diferença nos preços dos alimentos orgânicos e calcula uma variação de 12% sobre os alimentos convencionais. "Nesta época em que o tomate convencional encareceu, por exemplo, o orgânico estava mais barato e compensa comprar o orgânico porque o sabor é fantástico".

FONTE:  http://www.sonoticias.com.br/noticias/7/160289/cuiaba-esta-entre-as-5-capitais-que-nao-possuem-feira-de-alimentos-organicos

sábado, 15 de setembro de 2012

AGRICULTORES ORGÂNICOS TÊM ALTERNATIVAS DE MERCADO

Com atuação limitada às feiras populares ou a campanhas eventuais de conscientização sobre a importância de alimentos saudáveis, agricultores familiares atendidos pelo Programa Agroecolóico Integrado e Sustentável (Pais), da Fundação Banco do Brasil (FBB), ganham novas alternativas de mercado em Rondônia.

Pais é a tecnologia social que atende a pequenas propriedades familiares na produção de alimentos cultivados com biofertilizantes e bioinseticidas no lugar de agrotóxicos, e que vendem a produção além da necessária para o próprio sustento.

Três exemplos ocorrem semanalmente em instituições como o Sebrae, a Emater e a Embrapa, em Porto Velho (RO). Uma vez na semana, um produtor expõe e comercializa parte de sua produção de hortaliças, frutos e verduras.

Atendendo a encomendas, ou em vendas espontâneas, esses produtores cativam novos clientes e adeptos desse tipo de alimento, já que seus produtos, além de totalmente saudáveis, têm durabilidade muito maior.

Entre os adeptos dos alimentos orgânicos este Cleide Pereira da Silva, funcionária do Sebrae/RO. “A gente se informa, recebe orientação de especialistas, mas não encontra os produtos nos supermercados. As hortaliças duram mais, além de ser altamente saudáveis”, diz ela.

Caminho

O produtor orgânico que semanalmente comparece ao Sebrae é Ronaldo de Mattos, presidente da Associação de Agricultores Agroecológicos de Porto Velho. “Essas feiras são o caminho. Não deixam de ser uma venda direta ao consumidor, que compra produtos mais baratos que nos mercados, onde os preços são diferenciados”, diz ele.

A tecnologia Pais em Porto Velho tem a parceria do governo federal, FBB, prefeitura, Semagric, Emater, Embrapa, Seagri e Sebrae.

Ronaldo diz que está em estudo o mesmo tipo de atuação em condomínios residenciais. “Faremos uma espécie de kit com os produtos para oferecer aos moradores”.


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

CULTIVO DE ORGÂNICOS MELHORA A VIDA DE FAMÍLIAS NA BAHIA


Além de garantir o alimento mais saudável, a agricultura orgânica tem ajudado na sobrevivência de 30 famílias em uma fazenda localizada no município de Simões Filho, na região metropolitana de Salvador. Uma das técnicas de cultivo orgânico é o trabalho com o minhocário, que consiste na geração de adubo através de minhocas.

“A gente usa o adubo orgânico nas palmas. Ele planta mais e o custo é menor”, conta a agricultora Eliete Fróes. Segundo os trabalhadores, na fazenda também se usa o caldo de folhas e compostagem, produtos naturais, ricos em nutrientes. “O composto tem que passar por peneira porque ele vem bruto. Depois ele é levado para a lavoura. Nós colocamos no nosso plantio, fazemos as mudas”, relata o produtor Gilson Batista.

Segundo a produtora Josenilda Santos, a utilização do composto melhora a qualidade dos produtos. “As raízes vão buscar os nutrientes do composto e a absorção é bem melhor. Aí a gente também fica com o produto de qualidade, sem ingerir produtos químicos”. Os produtores da fazenda também estão lucrando com a criação de galinhas caipiras, que são alimentadas com ração natural, e com o cultivo orgânico de flores como rosas, por exemplo. “Eles vendem nas feiras livres e alguns clientes vêm diretamente na fazenda para comprar os frangos. Através do incentivo do projeto a gente já começou escalas de comercialização”, conta Vânia Vieira, coordenadora do projeto.


FONTE: http://g1.globo.com/bahia/noticia/2012/09/cultivo-de-produtos-organicos-melhora-vida-de-familias-na-ba.html


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

NO RIO, MORADORES DE FAVELA TÊM HORTA ORGÂNICA EM LAJES

Adelina dos Santos, 52 anos, até brinca - nunca havia ganhado um diploma. O documento não passa de uma prova do que a ex-empregada doméstica, desempregada há dez anos, aprendeu: fazer uma horta de frutas, temperos e legumes orgânicos no quintal da casa em que mora no Morro Chapéu Mangueira, no Leme, zona sul do Rio de Janeiro.


"Quando eu era nova, não gostava de planta. Nada que eu plantasse pegava. Depois que fiquei velha passei a gostar e tudo dá fruta", diz Adelina, que herdou um pé de manga e um de abacate na casa onde mora, ambos plantados por sua mãe.

Depois de um curso que durou quatro meses e ofereceu estrutura para 10 hortas comunitárias - com calhotes e até minhocário para reciclar resíduos orgânicos e transformá-los em adubo -, outros 15 moradores como Adelina foram capacitados não apenas para plantar, mas para saber consumir produtos mais saudáveis. No futuro, o objetivo é que estas pequenas plantações possam até completar o orçamento de suas famílias. A colheita, ao que tudo indica, começa no final do ano.

"Já tenho cinco clientes que querem os produtos e tem até uma amiga minha que quer que eu monte uma horta para ela lá na Ladeira dos Tabajaras (outra favela da zona sul, em Copacabana). Planto cebolinha, salsinha, beterraba, cenoura e feijão. Vou usar as folhas do pé de feijão para adubar a horta", explica, já mostrando um pouco do conhecimento adquirido.

A concretização do projeto, organizado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), é uma surpresa para quem nem acreditava que era possível fazer agricultura dentro de casa, na própria laje, numa favela superpovoada.

"Achava que agricultura era no campo. A gente não tinha uma visão de como fazer. Agora nos foi mostrado que numa área mínima se pode fazer", conta Luiz Alberto de Jesus, 52 anos, dono de uma laje ampla onde estão a sua horta e a de mais quatro colegas de curso. "Quando ouvia falar de agricultura orgânica, não tinha conhecimento. Primeiro porque é um produto muito caro. A gente vê isso no comércio, mas não é acessível. Não temos costume de usar. Agora produzindo a gente já sabe e vê que não tem mistério. Não sei por que cobram tão caro."

Já tem morador do Chapéu Mangueira que passa mais tempo na horta do que com a família, reclama a temida Dona Sônia, mulher de João Baptista, ex-motorista e mais um aluno formado pelo curso. Quem conta a história às gargalhadas é ele próprio, que foi proibido de plantar cebolinha pela esposa. "Ela está traumatizada porque escorregou numa cebolinha no supermercado e machucou o joelho. Teve que fazer uma cirurgia, colocou uma placa e cinco pinos. Mas aos poucos a gente vai convencendo", afirma ele, que tem a ajuda do neto Daniel na horta.

A horta de João é uma das mais avançadas da turma e reflete bem o tipo de pensamento que os professores do curso de agricultura orgânica queriam: formar empreendedores. Ele até já iniciou conversas com os colegas para fazer uma feira de produtos orgânicos em pleno Chapéu Mangueira a preços muito mais acessíveis para os moradores.

E mais: quer plantar uma horta dentro da própria casa, derrubando o mito de que é necessário pelo menos um espaço mínimo. "Vou mostrar para eles que é possível, que meu projeto funciona. O pessoal não acredita, nem minha própria esposa. Mas já plantei até romã, maracujá, amora na minha laje. Por que não posso plantar dentro de casa também?"

O curso de agricultura orgânica do CEBDS é o primeiro a ter uma turma formada, mas há outras frentes sendo levadas a cabo no morro do Chapéu Mangueira e Babilônia, como melhorias habitacionais sustentáveis, infraestrutura verde, turismo comunitário, empreendedorismo local, sustentabilidade nas escolas e gestão comunitária de resíduos sólidos. O investimento, na casa de R$ 7 milhões, é feito por empresas privadas parceiras.


terça-feira, 28 de agosto de 2012

SUPERMERCADO PROMETE BARATEAR O PREÇO DE PRODUTO ORGÂNICO


Um lugar para comprar banana orgânica a preço de banana é o mundo ideal de vegetarianos, ambientalistas e simpatizantes.

Mas, na vida real, o consumidor brasileiro ainda tem que suar para encaixar no orçamento doméstico as compras de alimentos produzidos a partir de princípios chamados sustentáveis, quase sempre muito mais caros que os outros, por isso mesmo.

A proposta do supermercado Apanã, na zona oeste de São Paulo, é inverter essa lógica e democratizar o consumo de produtos que ainda são rotulados como alternativos.
 Mercado Apanã, único do gênero, que acaba de ser aberto em Perdizes, zona oeste de São Paulo


Lojas que têm versões orgânicas para todos os itens de uma lista padrão de supermercado e as vendem a preços competitivos são comuns na Europa e nos EUA.

Por aqui, as ofertas de orgânicos e naturais estão pulverizadas em diferentes pontos de venda, a maioria muito mais para empório chique do que para supermercado - com variedade de produtos limitada e preços condizentes com o luxo.

A estratégia do Apanã é oferecer tanto variedade quanto bons preços --na semana passada, o quilo de banana orgânica valia R$ 3,20, contra R$ 4,12 o da banana comum no site do supermercado Pão de Açúcar.

Nem todos os itens são mais baratos que os não orgânicos, mas o lugar está se esforçando para "bater" os preços dos concorrentes diretos. Com alface a R$ 1,50, tomate por R$ 7,90 o quilo e morangos (350 gramas) a R$ 5,69, concorre com grandes chances na categoria "melhores preços" de orgânicos.

Não é só amor à causa. Segundo um dos sócios do Apanã, o português Miguel Carvalho, é lógica de mercado.

Uma pesquisa realizada pelos empreendedores antes da abertura do negócio identificou um milhão de consumidores habituais de orgânicos, naturais e afins na cidade de São Paulo.

Agora, esse público pode se divertir em um só lugar, sem ter que pagar tão mais caro por sua escolha.

Além de hortifrútis, a loja reservou várias prateleiras para produtos de limpeza e para cosméticos naturais.

Há também uma boa oferta de grãos, sementes e frutas secas a granel, e de congelados para a turma que não come carne. O bufê de almoço tem opções de culinária viva, vegana e ovolactovegetariana por R$ 17.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1140165-supermercado-promete-baratear-o-preco-de-produtos-organicos.shtml