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domingo, 29 de julho de 2012

NEGÓCIOS DA SUSTENTABILIDADE

Gente que produz e comercializa frutas e verduras livres de agrotóxicos vê nesse negócio a combinação perfeita entre geração de renda e sustentabilidade para as famílias no Ceará



Se o desafio do homem hoje é aliar desenvolvimento econômico e humano à sustentabilidade do planeta, há um negócio que gente daqui investe com gosto e que tem se mostrado modelo para Greenpeace nenhum botar defeito. É a produção e venda de produtos orgânicos no Ceará.

Socorro Aguiar, de 67 anos de idade, é uma das empreendedoras desse negócio sustentável. Depois de 20 anos de agricultura convencional em Tianguá, ela e o marido resolveram investir na plantação orgânica, livre de agrotóxicos. Hoje, o sítio Santa Maria, de 148 hectares, fornece frutas e verduras orgânicas para grandes supermercados, como Pão de Açúcar e Mercadinhos São Luiz.

“No começo, usávamos agrotóxicos. Mas a terra cansou. Ficou fraca. Depois de algumas conversas com o Serviço brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Ceará (Sebrae) e instituições de assistência agrícola, vimos na produção orgânica uma forma sustentável de manter a terra fértil e, assim, nosso negócio também”, explica Socorro.

Ela conta que a transição para a produção orgânica não foi fácil. “Tem que deixar a terra descansando dois anos, antes de começar. Tem que produzir o próprio adubo e defensivos naturais”, diz. Um dos curiosos defensivos elaborados é o de alho e pimenta. “Batemos no liquidificador e borrifamos nas plantas”, diz. Tudo aprendido com técnicos do Ministério da Agricultura e do Sebrae.

Negócio certificadoPara adquirir a certificação do IBD Certificações e conseguir o selo Produto Orgânico do Brasil (de padrão internacional, segundo o Ministério da Agricultura), foram mais investimentos e paciência. “Quanto investimos? Nem sei. Meu marido e o contador controlam isso, mas pode botar umas dezenas de carros aí”, compara a empreendedora, que hoje produz 40 alimentos orgânicos certificados.

Mas o casal empreendedor não parou por aí. Depois de conseguir, há 5 anos, o selo que permite até a exportação da produção, eles resolveram montar uma mercearia de orgânicos em Fortaleza. “Gente para quem vendíamos aqui na Cidade pedia muito para que tivéssemos um mercadinho em Fortaleza. Então optamos por montar a mercearia Mundo do Orgânico”.

O local escolhido foi a Cidade dos Funcionários, bem perto do Lago Jacarey. “Um lugar com muitas residências e nenhuma loja de orgânico”. Começaram vendendo feijão, banana, hortaliças, mamão, tomate, acerola e até uma simpática abobrinha Copa do Brasil (metade verde, metade amarela). Agora, são 140 produtos orgânicos, passando por 4 tipos de arroz, macarrão, vinhos, óleo de coco e até sabonete e desinfetante.

“O que a gente não produz aqui, importa do Sudeste. Resolvemos variar a oferta, porque a gente quer que o cliente tenha opção, que ele possa resolver tudo no nosso mercado”, afirma Socorro. Ela salienta não ser fácil convencer gente que nunca comeu orgânico a comprar um achocolatado orgânico.

“É por isso que tenho que vender bem meu produto. Acompanhar o cliente na compra e convencê-lo de que está fazendo a melhor opção para saúde dele.

Saiba mais

Os produtos orgânicos são cultivados sem o uso de agrotóxicos, adubos químicos e outras substâncias tóxicas e sintéticas. A ideia é evitar a contaminação dos alimentos ou do meio ambiente. O resultado desse processo são produtos mais saudáveis, nutritivos e com mais qualidade de produção.

O comércio de produtos orgânicos no Brasil, bem como no mundo, depende da relação de confiança entre produtores e consumidores e dos sistemas de controle de qualidade. As leis brasileiras abriram uma exceção à obrigatoriedade de certificação dos produtos orgânicos para agricultura familiar que hoje pode vender os orgânicos diretamente aos consumidores finais. Para isso, porém, os agricultores precisam estar vinculados a uma Organização de Controle Social (OCS).

O Brasil tem 11.904 unidades de produção controladas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A área total do País com certificação orgânica é de 1.722.807,80 hectares certificados. No Nordeste, o campeão em número de unidades controladas de cultivo orgânico é o Piauí, com 768 unidades.

O Ceará tem 620 unidades e 18.200 hectares de área cultivada.


terça-feira, 10 de julho de 2012

GLOBO RURAL MOSTRA CRESCIMENTO DA AGRICULTURA ORGÂNICA NO PAÍS

No domingo, dia 8 de julho, a jornalista Ana Dalla Pria mostrou no "Globo Rural" o crescimento da agricultura orgânica no Brasil.



Esse tipo de cultivo vem despertando o interesse de grandes empresas de grande que, além de comercializar os produtos, também oferecem assistência aos agricultores.

Na reportagem, a jornalista conversa com agricultores orgânicos do Paraná e da Paraíba, que produzem tomate, hortaliças, cenoura, batata e frutas, buscando atingir nessas lavouras os mesmos números de produtividade da agricultura convencional. Eles falam das técnicas que utilizam para manter esses cultivos, já que não podem usar neles agrotóxicos e adubos químicos. E mostram o manejo ensinado pelos agrônomos, como medidas para a prevenção de pragas e a aplicação de caldas nutritivas que fortalecem as plantações.

E ainda, o exemplo de uma empresa do Paraná, especializada no mercado orgânico, que conta com o fornecimento de 117 agricultores do Brasil, aos quais ela deu os incentivos necessários para que conseguissem certificação orgânica para sua produção, atestando que ela é obtida de acordo com normas estabelecidas em lei para esse tipo de agricultura.



terça-feira, 3 de julho de 2012

Nº DE PRODUTORES CADASTRADOS CRESCE 60% EM 2012 NO RIO GRANDE DO NORTE

Ministério da Agricultura já certificou 33 produtores orgânicos no Estado neste ano.

Para estimular o consumo e aumentar a produção de orgânicos no Rio Grande do Norte, a Superintendência Federal de Agricultura (SFA/RN) promove a criação de mais Organizações de Controle Social (OCS), responsáveis pela organização e acompanhamento dos produtores orgânicos certificados.

De acordo com o coordenador da área de orgânicos no Estado, Jonas Francisco de Sena, a iniciativa já teve resultados e, em menos de um mês, o Ministério da Agricultura já certificou 33 produtores orgânicos no estado. Isso representa um percentual de aumento de aproximadamente 60% em relação a 2011. Hoje, o Rio Grande do Norte detém 87 produtores orgânicos distribuídos entre cinco OCS.

A última emissão e entrega de certificados ocorreu há uma semana na cidade de Caraúbas. Foram certificados 17 produtores e uma OCS, a Associação dos Feirantes e Produtores Agroecológicos de Caraúbas. Na ocasião, Jonas Francisco de Sena parabenizou os produtores e destacou a importância da iniciativa para estimular o cadastro. “Há um ano aqui estivemos para implantar essa atividade de organização dos feirantes, para que pudessem receber seus certificados de agricultores orgânicos. Agora estamos colhendo os frutos desse trabalho”.

A certificação aconteceu durante a feira da cidade e contou com a participação do secretário municipal de Agricultura, do presidente do Sindicato Rural, do presidente da Associação Caraubense de Reciclagem, Serviços e Educação Ambiental (ACRESEA), além dos representantes da FETARN e do Projeto Dom Helder Câmara.



sexta-feira, 29 de junho de 2012

PARANÁ TRIPLICA O NÚMERO DE ESCOLAS COM ORGÂNICOS NA MERENDA ESCOLAR

Umuarama - O Paraná triplicou a quantidade de escolas que oferecem alimentos orgânicos na merenda dos alunos e quer estimular pequenas propriedades a fornecerem o produto. As conquistas e alternativas nessa área foram discutidas no 1.º Seminário do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e Agricultura Familiar, realizado quinta e sexta-feira em Curitiba. O encontro foi promovido pela Secretaria de Estado da Educação e governo federal. 



No ano passado, 140 escolas, em 24 municípios paranaenses, tinham produtos orgânicos na merenda dos alunos. O número passou para 414 escolas em 68 municípios, até agora. A quantidade de alimentos orgânicos oferecidos também aumentou de nove para 660 toneladas, no mesmo período comparativo.
O Paraná foi o primeiro estado a cumprir a legislação federal que destina 30% dos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) à compra de produtos diretamente da agricultura familiar. Agora a meta da Secretaria da Educação é que os produtores passem a ofertar mais produtos orgânicos.
 

AGRICULTURA
Márcia Cristina Stolarski, diretora de Infraestrutura, Logística, Organização e Gestão da Superintendência de Desenvolvimento Educacional da secretaria, avalia que os agricultores familiares têm vantagens ao se especializarem na produção de alimentos orgânicos para merenda escolar. O edital para a compra de alimentos dá prioridade à agricultura familiar e esses produtos costumam ser mais valorizados no mercado.
Atualmente, 87% das escolas estaduais adquirem gêneros alimentícios da agricultura familiar para composição da alimentação escolar. São 1.807 estabelecimentos de educação básica, em 399 municípios, que compram alimentos frescos direto de pequenas propriedades.
O número é quase duas vezes maior que as 906 escolas atendidas no ano passado. O valor investido aumentou de R$ 2,5 milhões para R$ 23 milhões. “Não mediremos esforços para aumentar a compra destes alimentos, destinando mais recursos para nossos municípios a fim de atender nossos alunos com qualidade. Nossa experiência está sendo replicada para todo o Brasil”, disse o diretor-geral da Secretaria da Educação, Jorge Eduardo Wekerlin.
Além das secretarias estaduais da Educação, da Agricultura e do Abastecimento, e da Saúde, participam do evento representantes da Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário e do Ministério do Desenvolvimento Agrário, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do legislativo estadual e entidades representativas da agricultura familiar no Paraná.


FONTE: http://www.ilustrado.com.br/
26/06/2012