Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
SAIBA QUANDO É MELHOR OPTAR POR ORGÂNICOS PARA ALIMENTAR AS CRIANÇAS
A busca por produtos orgânicos vem ganhando força no mundo. Nos Estados Unidos, a onda tem como apoiadora a primeira dama do país, Michelle Obama, que cultiva uma horta na Casa Branca e defende a alimentação saudável, tendo escrito até um livro, "American Grown: The Story of the White House Kitchen Garden and Gardens Across America" ("Cultivado na América: A História da Horta da Casa Branca e de Hortas pela América", sem edição em português). Diante de tanto apelo, seriam os alimentos orgânicos fundamentais para a alimentação de bebês e crianças?
"São melhores do que os convencionais, porque estão livres de defensivos (agrícolas), mas não precisam ser uma prioridade para as mães preocupadas com a alimentação dos filhos. Para famílias de baixo poder aquisitivo, por exemplo, não vale o custo benefício, já que os produtos são muito mais caros do que os convencionais", afirma o pediatra Fabio Ancona Lopez, membro do Departamento de Nutrição da SPSP (Sociedade Paulista de Pediatria).
O pediatra Sidney Federmann, especialista em alimentos funcionais do Hospital São Luiz, em São Paulo, tem a mesma opinião. "A prioridade deve ser uma alimentação saudável e variada, com frutas, verduras, legumes, carnes, feijão, leite e derivados e cereais. Sejam eles orgânicos ou não. Além disso, não há uma pesquisa conclusiva afirmando que os orgânicos são mais nutritivos do que os convencionais".
Um dos estudos que constatou que não há evidências científicas de que os alimentos orgânicos apresentam vantagem significativa em relação ao valor nutricional foi conduzido pela Academia Americana de Pediatria. No entanto, a entidade não desestimula seu consumo, já que eles não contêm agrotóxico, além de serem cultivados de forma menos nociva ao meio-ambiente.
Já Sônia Stertz, pesquisadora da UFPR (Universidade Federal do Paraná), fez sua tese de mestrado sobre alimentos orgânicos e afirma que eles são sim mais nutritivos do que os cultivados de forma convencional. “Eles têm mais nutrientes, como vitamina C, fibra alimentar e outros minerais importantes para a saúde, como ferro, potássio e selênio”, declara a especialista.
Medidas de precaução
Segundo a nutricionista Glauce Hiromi Yonamine, supervisora do ambulatório do Instituto da Criança, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, é possível eliminar um pouco do agrotóxico ao selecionar e preparar alimentos seguindo algumas recomendações:
- Dê preferência a frutas e verduras da época, pois elas necessitam de menos agrotóxicos;
- Lave bem os alimentos para reduzir a presença de substâncias na superfície;
- Retirar as cascas de frutas e legumes e as folhas externas de verduras ajuda a eliminar os agrotóxicos de superfície;
- A higienização com hipoclorito de sódio é importante para eliminar micro-organismos, mas não acaba com os agrotóxicos. No entanto, o procedimento ajuda a reduzir entre 10% e 20% do agrotóxico de contato (o que é despejado sobre a planta e não passa para dentro dela).
Crianças: mais expostas
Pesquisas à parte, a grande questão para os defensores da onda verde é o nível de pesticidas nos alimentos cultivados de forma convencional, que está relacionado a alguns problemas, como hiperatividade, distúrbios de comportamento, atrasos de desenvolvimento, disfunção motora e até câncer. A maior parte dos casos, porém, ocorre com os trabalhadores que lidam diretamente com as substâncias. Na população em geral, as crianças são as mais expostas aos riscos.
Segundo um estudo da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, alimentos com alto índice de agrotóxico afetam dez vezes mais crianças do que adultos, além de terem efeito cumulativo ao longo da vida. Segundo o pediatra Sidney Federmann, as crianças são as mais afetadas por causa do baixo peso.
Apesar dos riscos sabidos, o Brasil é o campeão no uso de defensivos químicos nas plantações, superando os Estados Unidos. Em 2010, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou o "Para" ("Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos") com amostras de 20 itens. A conclusão foi que 28% do total das 3.130 amostras coletadas apresentavam limites de agrotóxico acima do recomendável ou tinham substâncias não aprovadas para uso.
Campeões de agrotóxicos
Se for optar por alimentos orgânicos para a sua família, é importante ficar de olho em algumas recomendações, de acordo com José Pedro Santiago, diretor da IBD Certificações, certificadora de produtos orgânicos. A primeira delas é verificar se o item tem algum selo que mostre que é certificado ou validado por um organismo aprovado pelo Ministério da Agricultura.
Santiago diz que caso a pessoa for comprar apenas alguns alimentos orgânicos deve dar preferência para aqueles que, quando produzidos de forma convencional, são os mais contaminados por agrotóxicos, como tomate, batata e pepino.
Cultivo tradicional
Ao comprar alimentos cultivados de forma convencional também é possível adotar algumas medidas para evitar a compra de itens muito afetados por agrotóxicos. Confira algumas recomendações da pesquisadora Sônia Sterz:
- Desconfie de legumes muito grandes, que podem ser resultado de adubação e estimulantes artificiais;
- Dê preferência aos produtos nacionais, em vez dos importados. Frutas e legumes produzidos localmente não requerem tantos pesticidas quanto aqueles que percorrem longas distâncias e são armazenados por longos períodos de tempo;
- Opte por folhosas como alface, agrião, almeirão, rúcula, couve-manteiga e cheiro verde, que apresentam ciclo curto de cultivo e por isso recebem menos pulverizações com agrotóxicos;
- Entre as frutas, prefira caqui, pitanga, abacate, acerola, jabuticaba, coco, mexerica (ponkan) e nêspera, que apresentam baixo risco de contaminação;
- Morango, goiaba, uva, maçã, pêssego, mamão papaia, figo, pera, melão e nectarina possuem alto risco de contaminação quando são produzidos de modo convencional.
FONTE: http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2012/11/20/saiba-como-aproveitar-os-alimentos-organicos-no-cardapio-do-seu-filho-sem-pesar-no-seu-bolso.htm
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
PESQUISA AFIRMA QUE ORGÂNICOS TRAZEM BENEFÍCIOS À SAÚDE
A Universidade de Stanford confirma benefício à saúde em 78% das famílias americanas que consomem alimentos orgânicos esporadicamente.
Segundo a pesquisa publicada em setembro de 2012 nos Annals of Internal Medicine, os produtos orgânicos de origem animal estão menos expostos aos antibióticos e contém baixas doses de hormônio de crescimento.
Dessa forma, o consumidor que consome alimentos orgânicos não fica exposto a bactérias resistentes aos antibióticos.
O estudo ainda revela que os produtos convencionais têm 30% a mais de chance de ter contaminação por agrotóxicos que o alimento orgânico. No caso de produtos de origem animal, a taxa de risco de contaminação sobe para 33% com relação ao orgânico.
A produção de carne orgânica no Brasil é bastante recente, aproximadamente 10 anos no mercado nacional de acordo com o site da WWF, ONG brasileira comprometida com a conservação da natureza.
Somente nos últimos três anos é que a comercialização começou a se estruturar definitivamente.
Robert Wilson Jukovski, de 18 anos, trabalha com carnes orgânicas e sentiu essa dificuldade. “No começo ficamos decepcionados com a venda, mas aos poucos fomos crescendo e hoje não pensamos em deixar o negócio”, diz ele.
Robert, que trabalha juntamente com o irmão há dois anos, se encontram todos os sábados na Feira do Passeio Público em Curitiba. Ele explica que o conceito da carne orgânica é diferente. O gado é criado solto, se alimentando de pasto, de maneira natural.
“O animal é tratado com fitoterapia e homeopatia”, afirma Robert. Além disso, o abate é chamado de “humanitário”, pois evita que o animal sofra.
A professora Marilze Mendes, de 48 anos, frequenta a Feira do Passeio Público e é cliente da Taurino’s Organic há dois anos.
“O sabor da carne é mais acentuado que a da carne tradicional”, enfatiza.
Uma das preocupações é também com a carne de frango. Marilze explica que a carne orgânica de frango é livre de hormônios, diferentemente das aves de granja.
O preço é mais elevado que a da carne convencional, mas ela diz que “ainda com o preço mais alto o melhor mesmo é cuidar da saúde”.
FONTE: http://www.tribunadabahia.com.br/2012/09/22/pesquisa-afirma-que-alimentos-organicos-trazem-beneficios-saude
terça-feira, 17 de julho de 2012
sábado, 14 de julho de 2012
ABUSE DOS ORGÂNICOS
Eles podem ajudar no seu desempenho e na sua recuperação pós-treino
Para melhorar os seus treinos, invista nos alimentos orgânicos. “Por serem livres de agrotóxicos, eles podem melhorar a disposição e o sistema imunológico, resultando em um melhor desempenho”, afirma Daniela de Almeida, nutricionista da clínica Funcionali.
Além de não possuir aditivos que são maléficos a saúde, as comidas orgânicas possuem mais sabor e oferecem maiores índices nutricionais. Pesquisa realizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) revelou que alimentos que foram cultivados sem o uso de pesticidas apresentaram maior quantidade de Vitamina C, betacaroteno, cálcio, potássio, ferro e fósforo.
Apesar de muitas mulheres ignorarem este fato, consumir agrotóxicos é um perigo eminente. “A nutrição feita por alimentos cultivados pela forma convencional, onde estão presentes os aditivos químicos, causa efeitos tóxicos no sistema nervoso central, rins e fígado. Além disso, a exposição a esses compostos pode promover um aumento da incidência de doenças neurodegenerativas e problemas no sistema reprodutivo”, alerta Daniela.
Para melhorar os seus treinos, invista nos alimentos orgânicos. “Por serem livres de agrotóxicos, eles podem melhorar a disposição e o sistema imunológico, resultando em um melhor desempenho”, afirma Daniela de Almeida, nutricionista da clínica Funcionali.
Além de não possuir aditivos que são maléficos a saúde, as comidas orgânicas possuem mais sabor e oferecem maiores índices nutricionais. Pesquisa realizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) revelou que alimentos que foram cultivados sem o uso de pesticidas apresentaram maior quantidade de Vitamina C, betacaroteno, cálcio, potássio, ferro e fósforo.
Apesar de muitas mulheres ignorarem este fato, consumir agrotóxicos é um perigo eminente. “A nutrição feita por alimentos cultivados pela forma convencional, onde estão presentes os aditivos químicos, causa efeitos tóxicos no sistema nervoso central, rins e fígado. Além disso, a exposição a esses compostos pode promover um aumento da incidência de doenças neurodegenerativas e problemas no sistema reprodutivo”, alerta Daniela.
FOTO: IStockphoto
terça-feira, 19 de junho de 2012
BRASILEIRO COME 5 kg DE AGROTÓXICOS POR ANO, SEGUNDO ABRASCO
A venda de agrotóxicos no Brasil em 2010 teve um aumento de 190% em comparação a 2009. Isso significa que cada brasileiro consome cerca de cinco quilos de venenos agrícolas por ano. Os dados fazem parte de um estudo da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), baseado em informações disponibilizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O estudo foi apresentado no dia 16 de junho de 2012 na Cúpula dos Povos na Rio+20 pela médica sanitarista Lia Giraldo da Silva Augusto, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Ela credita o aumento na venda dos agrotóxicos ao bom momento do mercado agrícola, puxado principalmente por uma forte demanda chinesa. O produto que mais recebe venenos é a soja transgênica, que precisa do glifosato para produzir, em um tipo de "venda casada", explicou a pesquisadora.
"Este ano a Abrasco decidiu construir um dossiê sobre o tema do agrotóxico e os impactos na saúde e no meio ambiente. O trabalho marca os 40 anos de Estocolmo [primeira conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente], os 20 anos da Eco92 e os 50 anos do lançamento do livro Primavera Silenciosa, de Rachel Carson."
Segundo a médica, o uso de agrotóxicos no Brasil faz parte do modelo produtivo adotado na agricultura nacional. "Este modelo da agroindústria é todo sustentado no pacote da revolução verde, que é baseada em uma agricultura químico-dependente. O agrotóxico é parte desse modelo. Por causa disso, desde 2008 o Brasil ocupa o primeiro lugar no consumo de agrotóxicos, segundo dados levantados pela Abrasco na Anvisa."
Os dados podem ser acessados na página da Abrasco - clique AQUI para baixar (arquivo PDF).
"Este ano a Abrasco decidiu construir um dossiê sobre o tema do agrotóxico e os impactos na saúde e no meio ambiente. O trabalho marca os 40 anos de Estocolmo [primeira conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente], os 20 anos da Eco92 e os 50 anos do lançamento do livro Primavera Silenciosa, de Rachel Carson."
Segundo a médica, o uso de agrotóxicos no Brasil faz parte do modelo produtivo adotado na agricultura nacional. "Este modelo da agroindústria é todo sustentado no pacote da revolução verde, que é baseada em uma agricultura químico-dependente. O agrotóxico é parte desse modelo. Por causa disso, desde 2008 o Brasil ocupa o primeiro lugar no consumo de agrotóxicos, segundo dados levantados pela Abrasco na Anvisa."
Os dados podem ser acessados na página da Abrasco - clique AQUI para baixar (arquivo PDF).
FONTE: http://www.agrosoft.org.br/agropag/221997.htm
Assinar:
Postagens (Atom)