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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

NO RIO, MORADORES DE FAVELA TÊM HORTA ORGÂNICA EM LAJES

Adelina dos Santos, 52 anos, até brinca - nunca havia ganhado um diploma. O documento não passa de uma prova do que a ex-empregada doméstica, desempregada há dez anos, aprendeu: fazer uma horta de frutas, temperos e legumes orgânicos no quintal da casa em que mora no Morro Chapéu Mangueira, no Leme, zona sul do Rio de Janeiro.


"Quando eu era nova, não gostava de planta. Nada que eu plantasse pegava. Depois que fiquei velha passei a gostar e tudo dá fruta", diz Adelina, que herdou um pé de manga e um de abacate na casa onde mora, ambos plantados por sua mãe.

Depois de um curso que durou quatro meses e ofereceu estrutura para 10 hortas comunitárias - com calhotes e até minhocário para reciclar resíduos orgânicos e transformá-los em adubo -, outros 15 moradores como Adelina foram capacitados não apenas para plantar, mas para saber consumir produtos mais saudáveis. No futuro, o objetivo é que estas pequenas plantações possam até completar o orçamento de suas famílias. A colheita, ao que tudo indica, começa no final do ano.

"Já tenho cinco clientes que querem os produtos e tem até uma amiga minha que quer que eu monte uma horta para ela lá na Ladeira dos Tabajaras (outra favela da zona sul, em Copacabana). Planto cebolinha, salsinha, beterraba, cenoura e feijão. Vou usar as folhas do pé de feijão para adubar a horta", explica, já mostrando um pouco do conhecimento adquirido.

A concretização do projeto, organizado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), é uma surpresa para quem nem acreditava que era possível fazer agricultura dentro de casa, na própria laje, numa favela superpovoada.

"Achava que agricultura era no campo. A gente não tinha uma visão de como fazer. Agora nos foi mostrado que numa área mínima se pode fazer", conta Luiz Alberto de Jesus, 52 anos, dono de uma laje ampla onde estão a sua horta e a de mais quatro colegas de curso. "Quando ouvia falar de agricultura orgânica, não tinha conhecimento. Primeiro porque é um produto muito caro. A gente vê isso no comércio, mas não é acessível. Não temos costume de usar. Agora produzindo a gente já sabe e vê que não tem mistério. Não sei por que cobram tão caro."

Já tem morador do Chapéu Mangueira que passa mais tempo na horta do que com a família, reclama a temida Dona Sônia, mulher de João Baptista, ex-motorista e mais um aluno formado pelo curso. Quem conta a história às gargalhadas é ele próprio, que foi proibido de plantar cebolinha pela esposa. "Ela está traumatizada porque escorregou numa cebolinha no supermercado e machucou o joelho. Teve que fazer uma cirurgia, colocou uma placa e cinco pinos. Mas aos poucos a gente vai convencendo", afirma ele, que tem a ajuda do neto Daniel na horta.

A horta de João é uma das mais avançadas da turma e reflete bem o tipo de pensamento que os professores do curso de agricultura orgânica queriam: formar empreendedores. Ele até já iniciou conversas com os colegas para fazer uma feira de produtos orgânicos em pleno Chapéu Mangueira a preços muito mais acessíveis para os moradores.

E mais: quer plantar uma horta dentro da própria casa, derrubando o mito de que é necessário pelo menos um espaço mínimo. "Vou mostrar para eles que é possível, que meu projeto funciona. O pessoal não acredita, nem minha própria esposa. Mas já plantei até romã, maracujá, amora na minha laje. Por que não posso plantar dentro de casa também?"

O curso de agricultura orgânica do CEBDS é o primeiro a ter uma turma formada, mas há outras frentes sendo levadas a cabo no morro do Chapéu Mangueira e Babilônia, como melhorias habitacionais sustentáveis, infraestrutura verde, turismo comunitário, empreendedorismo local, sustentabilidade nas escolas e gestão comunitária de resíduos sólidos. O investimento, na casa de R$ 7 milhões, é feito por empresas privadas parceiras.


terça-feira, 28 de agosto de 2012

SUPERMERCADO PROMETE BARATEAR O PREÇO DE PRODUTO ORGÂNICO


Um lugar para comprar banana orgânica a preço de banana é o mundo ideal de vegetarianos, ambientalistas e simpatizantes.

Mas, na vida real, o consumidor brasileiro ainda tem que suar para encaixar no orçamento doméstico as compras de alimentos produzidos a partir de princípios chamados sustentáveis, quase sempre muito mais caros que os outros, por isso mesmo.

A proposta do supermercado Apanã, na zona oeste de São Paulo, é inverter essa lógica e democratizar o consumo de produtos que ainda são rotulados como alternativos.
 Mercado Apanã, único do gênero, que acaba de ser aberto em Perdizes, zona oeste de São Paulo


Lojas que têm versões orgânicas para todos os itens de uma lista padrão de supermercado e as vendem a preços competitivos são comuns na Europa e nos EUA.

Por aqui, as ofertas de orgânicos e naturais estão pulverizadas em diferentes pontos de venda, a maioria muito mais para empório chique do que para supermercado - com variedade de produtos limitada e preços condizentes com o luxo.

A estratégia do Apanã é oferecer tanto variedade quanto bons preços --na semana passada, o quilo de banana orgânica valia R$ 3,20, contra R$ 4,12 o da banana comum no site do supermercado Pão de Açúcar.

Nem todos os itens são mais baratos que os não orgânicos, mas o lugar está se esforçando para "bater" os preços dos concorrentes diretos. Com alface a R$ 1,50, tomate por R$ 7,90 o quilo e morangos (350 gramas) a R$ 5,69, concorre com grandes chances na categoria "melhores preços" de orgânicos.

Não é só amor à causa. Segundo um dos sócios do Apanã, o português Miguel Carvalho, é lógica de mercado.

Uma pesquisa realizada pelos empreendedores antes da abertura do negócio identificou um milhão de consumidores habituais de orgânicos, naturais e afins na cidade de São Paulo.

Agora, esse público pode se divertir em um só lugar, sem ter que pagar tão mais caro por sua escolha.

Além de hortifrútis, a loja reservou várias prateleiras para produtos de limpeza e para cosméticos naturais.

Há também uma boa oferta de grãos, sementes e frutas secas a granel, e de congelados para a turma que não come carne. O bufê de almoço tem opções de culinária viva, vegana e ovolactovegetariana por R$ 17.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1140165-supermercado-promete-baratear-o-preco-de-produtos-organicos.shtml

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

ALIMENTOS ORGÂNICOS ESTÃO MAIS ACESSÍVEIS


A chef Teresa Corção vai à feira e enche a geladeira por uma semana, com R$ 50,00.



RIO - O que se faz em uma feira de orgânicos com R$ 50? Enche a despensa de duas pessoas, por um semana, como mostra a chef Teresa Corção, presidente do Instituto Maniva, em uma visita à feira da Praça Nossa Senhora da Paz, que acontece às terças, em Ipanema. A convite do GLOBO, a chef, que tem levantado a bandeira em defesa desses produtos, mostra como é possível encontrar itens a preços cada vez mais competitivos.

A cesta de Teresa leva mostarda roxa (R$ 2), espinafre (R$ 2), um dúzia de limão galego (R$ 5), meio quilo de cebola (R$ 3), um litro de leite ( R$ 6,50), 1 quilo de feijão (R$ 7) e outro de arroz agulha (R$ 7,50), erva cidreira (R$1,50), alface romana (R$ 1,50), um molho de cenoura (R$ 3) e outro de beterraba (R$ 3), rúcula (R$ 2), 1/2 quilo de maçã (R$ 4), 1/2 dúzia de ovos (R$ 2,50), taioba (R$ 2) e uma lima, para fechar conta, por R$0,50.

- Só de ver o colorido já dá para ver o valor. Aqui tem muita clorofila, ferro, vitamina C, vitamina K, proteína animal, carboidratos e frutas - diz, enquanto observa a cesta ao final das compras.

A grande diferença, como ela aponta, é que absolutamente todas as partes das hortaliças e legumes podem - e devem - ser aproveitadas na hora das refeições.

- Diferente de um produto tradicional, em que o alimento está completamente tomado por agrotóxicos, estes são totalmente nutritivos - explica, citando talos de salsa e espinafre, como exemplo, além da folhagem da cenoura que pode virar um molho pesto.

Outro ponto destacado por ela é a garantia de frescor dos alimentos. É o caso das hortaliças vendidas na barraca de Fátima Anselmo. A produtora de Areal colhe os vegetais no fim da tarde anterior à feira e, às 3h, segue para o Rio para comercializá-los.

- As pessoas cuidam de seus produtos como se fossem filhos. Elas têm orgulho de mostrar o que acabaram de colher.

Na concepção de Teresa, além de ser um hábito saudável, dar preferência a esse tipo de produto, não deixa de ser uma ação de cidadania. Isso porque, os orgânicos contam com selos que garantem a não utilização de substâncias químicas e até mesmo mão de obra infantil. Além disso, por conta de serem, muitas vezes, oriundos da agricultura familiar, há menos emissão de gás carbônico no transporte, já que esses alimentos vêm de regiões próximas à cidade.

Preços competitivos

Há pouco mais de dois anos, há única feira nesse perfil existente na cidade era a da Glória. Hoje, elas já acontecem em seis pontos da cidade, formando o Circuito Carioca (veja os locais abaixo), que envolve 110 produtores associados e movimenta cerca de 2,5 milhões por ano. Gerente de três feiras do grupo, Carlos Alberto Serafini trabalha com agricultura orgânica desde 1988. Segundo ele, o sucesso desse comércio já representa uma transformação social no campo, em que o ramo voltou a ser atrativo para muitos trabalhadores.

- Além disso, visto a estabilidade trazida pelo circuito, está havendo uma migração de produtores convencionais para o orgânico.

Já para o consumidor, a feira guarda uma vantagem extra, segundo Serafini. Há um acordo com a Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico e Solidário em que as feiras precisam atuar dentro dos princípios do comércio justo. Dessa forma, há um compromisso da parte dos produtores em vender os alimentos com preços até 40% mais baratos que os similares orgânicos encontrados nos supermercados da região.

FONTE: http://oglobo.globo.com/rio-gastronomia-2012/alimentos-organicos-estao-mais-acessiveis-5898208

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

DECRETO CRIA POLÍTICA DE AGROECOLOGIA E PRODUÇÃO ORGÂNICA


Com objetivo de articular e adequar políticas, programas e ações voltados para o desenvolvimento da agricultura sustentável, o Decreto nº 7.794, publicado no Diário Oficial da União (DOU) de ontem (21/08/12), institui a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Pnapo).

Desde 2010, ocorrem reuniões, encontros e discussões para elaboração de uma política específica para o desenvolvimento da agricultura orgânica, de forma a possibilitar o uso mais racional dos recursos públicos aplicados para o setor e mais eficiência e eficácia das políticas públicas.

O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho entende as preocupações da sociedade na busca pela construção de processos produtivos sustentáveis atrelados à importância da produção e consumo de alimentos seguros e saudáveis. Desta forma, Mendes Ribeiro destaca o papel do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) na implementação de mecanismos de controle para garantir a qualidade dos produtos orgânicos e por uma série de iniciativas e projetos que visam a promover a produção desse tipo de alimento no Brasil.

"Todo esse trabalho vem sendo desenvolvido em articulação com várias outras entidades do setor público e da sociedade civil e deverá ser agora fortalecido com a criação da Pnapo", afirmou o ministro.

Além de mecanismos de financiamentos e crédito rural, entre outros, o instrumento norteador do Pnapo será o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo) que incluirá a Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Cnapo) e a Câmara Interministerial de Agroecologia e Produção Orgânica (Ciapo).

A Cnapo deverá promover a participação da sociedade na elaboração e no acompanhamento da Pnapo e do Planapo. A comissão é formada por 14 representantes de órgãos e entidades do Governo Federal (ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Meio Ambiente, Saúde, Educação, Ciência e Tecnologia e Inovação e Pesca e Aquicultura e da Secretaria-Geral da Presidência da República) e 14 de entidades da sociedade civil.

Compete à Ciapo elaborar, em até 180 dias, proposta do Planapo. Esta Câmara será formada por representantes dos mesmos órgãos governamentais, além do Ministério da Fazenda, e de entidades da sociedade civil.

FONTE: http://www.agrosoft.org.br/agropag/222610.htm

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O QUE SÃO COSMÉTICOS ORGÂNICOS


A palavra “orgânico” tem se tornado cada vez mais comum no cotidiano das pessoas, os produtos orgânicos são mais saudáveis tanto para as pessoas quanto para o meio ambiente, mas essa técnica, que antes era encontrada apenas em alimentos, invadiu o mundo dos cosméticos. Entenda um pouco as diferenças desses produtos e como se deve usá-los.

Primeiramente, é importante entender que as fórmulas dos cosméticos orgânicos são mais suaves e hipoalergênicas, isso significa que não são utilizados componentes artificiais e nenhum tipo de ingrediente sintético, o que faz muito bem para a pele, além de geram um impacto ambiental bem menor. O interessante é que as marcas que produzem esses produtos precisam estar devidamente certificadas e autorizadas por órgãos específicos. Até as embalagens precisam ser recicláveis e biodegradáveis.


Uma das vantagens dos cosméticos orgânicos é o cheiro. Como os aromas são “naturais”, eles são agradáveis e geram bem-estar e equilíbrio, atuando como aromaterapia para os sistemas nervoso e respiratório.

A técnica já correu o mundo e diversas indústrias brasileiras seguem com a produção orgânica, alguns exemplos são: linha Natura Ekos, Éh Cosméticos, Amazônia Natural, Cassiopéia, Surya Brasil, Amazon Secrets e Sejaa. Essas marcas se utilizam das chamadas matérias-primas renováveis. Além disso, elas não utilizam de maneira nenhuma de flores e frutas em extinção e ainda se preocupam em fazer um replantio planejado do que retiram da natureza, dessa forma não prejudicam o solo. Também existe uma preocupação em beneficiar social e economicamente as comunidades envolvidas na produção, como produtores locais e camponeses, que culturalmente não agridem a natureza.

É importante conscientizar-se da importância desses produtos, eles são fáceis de serem encontrados e vale muito a pena experimentar!

FONTE: http://www.aprocura.com.br/o-que-sao-cosmeticos-organicos.html

CONSUMIDOR VALORIZA PRODUTOS ORGÂNICOS, MAS NÃO ABANDONA SACOLINHA

Um levantamento feito pelo Ministério do Meio Ambiente mostra que a maioria dos consumidores brasileiros está motivada a comprar produtos fabricados de maneira ambientalmente correta. Segundo o estudo, 85% dos entrevistados se declararam mais propensos à compra de produtos fabricados sem agredir o meio ambiente.

Na mesma pesquisa, 81% afirmaram que teriam maior interesse em alimentos cultivados organicamente. Segundo Samyra Crespo, secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, "a tendência no Brasil, hoje, é de valorizar e comprar o orgânico", ainda que os preços atrapalhem.

Apesar disso, a secretária destacou que os brasileiros mantêm um costume muito prejudicial ao meio ambiente: o uso de sacolas plásticas. A pesquisa mostrou que 58% dos entrevistados nunca levaram a própria sacola ou carrinho para as compras. Além disso 59% não tentaram evitar o uso das sacolinhas.

FONTE: FOLHA DE S. PAULO

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

MERCADO DE ORGÂNICOS EM CAMPINAS FAZ ENTREGAS À DOMICÍLIO


Para facilitar o acesso de alimentos orgânicos, o Ecomercado Avis rara, empório de produtos orgânicos de Campinas, traz uma nova possibilidade para seus consumidores: a entrega em domicílio.




Segundo Catarina Menucci, idealizadora do Avis rara, o espaço é “um antigo sonho de 20 anos, de criar um espaço de convivência, onde as pessoas possam exercitar o Consumo Consciente em todas as áreas da vida; um modelo inspirador de vida mais sustentável e completo; um espaço onde podemos ‘cocriar’ um mundo mais harmonioso, saudável e justo. O delivery foi criado para facilitar a vida do cliente que não tem tempo ou possibilidade de vir pessoalmente fazer suas compras orgânicas”. Além do empório, o Avis rara abriga também livraria, galeria de arte e serviços como bioarquitetura, paisagismo e ecoturismo.


Ainda segundo Catarina, o serviço já é utilizado principalmente por pais com crianças pequenas, pessoas com ritmo de vida corrido ou que moram em regiões mais distantes da localização da loja física.

Para quem é de Campinas e região: os produtos podem ser escolhidos no site da Avis rara. As entregas são realizadas às sextas-feiras apenas para os pedidos com valor acima de R$ 50,00, na cidade e em regiões vizinhas.

FONTE: http://atitudesustentavel.uol.com.br/blog/2012/08/16/mercado-de-organicos-de-campinas-faz-entrega-em-domicilio/