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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Mulher cria restaurante orgânico em triciclo 'na contramão de food trucks'

Fran Lodde, de 37 anos, deu outra função a triciclo parado em casa. Veículo carrega alimentos orgânicos e artesanais por ruas de Piracicaba.


A notícia foi publicada no site G1.


Fran Lodde é uma das idealizadoras da Casa Nômade em Piracicaba (Foto: Fran Lodde/Arquivo Pessoal)

A publicitária Fran Lodde, de 37 anos, não sabia andar de bicicleta e tinha um triciclo parado em casa. A falta de habilidade não impediu que que ela desse nova função ao veículo e, junto com outras duas parceiras, criou o projeto Casa Nômade, que comercializa alimentos orgânicos e artesanais pelas ruas de Piracicaba (SP).
Ela diz que a ideia "não surgiu com a moda" dos foodtrucks e foodbikes e sim com o objetivo de  valorizar o pequeno produtor e a alimentação natural.
"Eu não sei andar de bike e ainda sinto dificuldade de utilizá-la na cidade, por conta do trânsito cada vez mais caótico e da falta de ciclovias e ciclofaixas", afirmou. E ela rejeita o termo da moda "food bike" devido às características dos alimentos que vende.

Publicitária transforma triciclo em food bike
em Piracicaba (Foto: Fran Lodde/Arquivo Pessoal)
Parceiras
Fran, Carolina Perencin, de 28 anos, e Mariana Pedrozo, de 32, são integrantes de um coletivo de fomento de cultura e sustentabilidade de Piracicaba (SP). 
A ideia do triciclo partiu de Fran, mas 'avançou' com a ajuda das amigas, que ajudam como voluntárias durante os eventos embulantes.
O projeto se concretizou há cerca de dois meses e já ganhou espaço nas ruas da cidade.
Sem agrotóxicos
"Fomos ao serralheiro artístico, amigo nosso, e transformamos o tricículo em uma food bike", contou Fran, que garante: "Não nos espelhamos na moda do food truck. Nossa ideia é outra", ressaltou.
A "ideia", segundo ela, é aproximar o produtor rural com o consumidor. Todos os pratos do cardápio são elaborados com alimentos colhidos direto da roça e sem agrotóxicos.

"O cardápio é preparado de acordo com os alimentos que os produtores nos repassam, de forma a respeitar o tempo de colheita", ressaltou Fran. “A intenção é valorizar os produtores locais, a agricultura  familiar e fortalecer a cultura da alimentação orgânica, mais saudável e consciente", explicou.
Produtora rural
Dona Lourdes, do sítio São Benedito, em Piracicaba, é uma das produtores rurais que fornece alimentos diretos da roça para a food bike.

"Toda semana, ela informa o que vai produzir e nos preparamos as receitas. Privilegiamos produtos cada vez mais integrais e orgânicos, sem glutén ou açúcar, mas que sejam saborosos, combinando paladar e nutrição", disse.
Cardápio
Essa aproximação entre quem fornece e quem consome se deu por meio da parceria com uma outra iniciativa voluntária, já consolidada e realizada no coletivo.
Pratos são preparados com alimentos colhidos direto da roça (Foto: Cada Nômade/ Divulgação)
Atualmente, a food bike fica estacionada na Rua Luiz de Queiroz, em um ponto turístico, de maneira formalizada junto à Prefeitura. Ela oferece cardápio variado com bolos, brigadeiros, charutos recheados, sucos, risotos, pães e empanadas. Os preços vão de R$ 4 a R$ 15. Um dos pratos preferidos dos clientes do tricículo são os brigadeiros de gengibre com laranja, cacau e erva cidreira.
Brigadeiro de gengibre com laranja, cacau e erva cidreira faz sucesso (Foto:Fran Lodde/Arquivo Pessoal)

Triciclo comercializa pratos artesanais e orgânicos em Piracicaba (Foto: Casa Nômade/Divulgação)



domingo, 23 de agosto de 2015

Agroecologia surge como opção para fugir da avalanche de agrotóxicos


A notícia é do jornal "Umuarama Ilustrado", do noroeste do Paraná.

Umuarama – Setores e órgãos ligados a saúde brasileira lançaram dados do volume de venda de agrotóxicos no Brasil. Conforme o boletim, os valores saltaram de US$ 2 bilhões em 2001 para US$ 8,5 bilhões em 2011. No ano de 2009 o País já havia alcançou a indesejável posição de maior consumidor de veneno do mundo. Os números anunciados no primeiro semestre deste ano assustaram o setor público da agricultura, como também a população, promovendo o renascimento da agroecologia e dos produtos orgânicos.

Em nota o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), órgão do Ministério da Saúde, mostra que os números de consumo de agrotóxico ultrapassando a marca de 1 milhão de toneladas, o que equivale a um consumo médio de 5,2 kg de veneno agrícola por habitante. Conforme especialistas, não existe um trabalho cientifico concreto com relação entre consumo de agrotóxico e problemas de saúde. Porém, na prática, a frase: “você é o que você come”, sempre é ressaltada pelos médicos.

O alvoroço em torno do assunto e suas incerteza está levando parte da comunidade à buscar produtos manejados de outra forma, mas não desconhecida dos agricultores mais antigos. Os meios de produção de alimentos vindos da agroecologia ressurgem como opção para fugir do veneno e segundo o agricultor orgânico, Luiz Carlos Gomes Santos, após 11 anos trabalhando com produtos orgânicos, a procura pelo alimento aumentou muito nos últimos anos.

Antes de abolir o agrotóxico e os adubos químicos da sua produção, Santos trabalhou 12 anos com a cultura convencional, porém em 2004 optou por voltar as raízes dos seus antepassado trabalhando com produtos orgânicos. “Foi uma escolha pensando na minha família e no consumidor. Queria oferecer um produto diferente. Mas também pelo controle dos bichos, pois mesmo com o agrotóxico eles apareciam. Agora tudo vive em harmonia”, ressaltou.

Ainda segundo o produtor, no começo foi muito difícil produzir no orgânico, mas agora não pretende voltar à cultura convencional. Ele também ressaltou que a procura pelos alimentos orgânicos vem aumentando, o que mostra uma mudança nos hábitos dos clientes. “Aqui produzo de tudo. De folhosas à tomate, morango, pimentão, berinjela, pepino, abobrinha entre outros”, informou.

Ainda conforme dados do dossiê, o modelo de cultivo com o intensivo uso de agrotóxicos gera grandes malefícios, como poluição ambiental e intoxicação de trabalhadores e da população em geral. As intoxicações agudas por agrotóxicos são as mais conhecidas e afetam, principalmente, as pessoas expostas em seu ambiente de trabalho. São caracterizadas por efeitos como irritação da pele e olhos, coceira, cólicas, vômitos, diarreias, espasmos, dificuldades respiratórias, convulsões e morte. Já as intoxicações crônicas podem afetar toda a população, pois são decorrentes da exposição múltipla aos agrotóxicos, isto é, da presença de resíduos de agrotóxicos em alimentos e no ambiente, geralmente em doses baixas.

Processados pela indústria 
Os resíduos dos agrotóxicos não ocorrem apenas em alimentos in natura, ressalta o estudo. Mas também em muitos produtos alimentícios processados pela indústria, como biscoitos, salgadinhos, pães, cereais matinais, lasanhas, pizzas e outros que têm como ingredientes o trigo, o milho e a soja, por exemplo. Ainda podem estar presentes nas carnes e leites de animais que se alimentam de ração com traços de agrotóxicos, devido ao processo de bioacumulação. Neste sentido, o Inca ressalta que a preocupação com os agrotóxicos não pode significar a redução do consumo de frutas, legumes e verduras, que são alimentos fundamentais em uma alimentação saudável e de grande importância na prevenção do câncer.

Palavra da especialistas
Segundo a mastologista Josiane Saab Rahal, trabalhos científicos que comprovam a relação entre câncer e agrotóxicos não foram totalmente concluídos, mas percebemos que o número de carcinomas vem aumentando e principalmente em uma faixa de brasileiros mais jovens. Neste sentido, segue uma linha de investigação a respeito da alimentação com veneno. “Acredito que os trabalhos que estão chegando virão com a confirmação disso. Temos paciente mais jovens acometidos pelo tumor, qual o motivo? Penso que a alimentação tenha muita influência nos casos”, questionou a médica.


sábado, 9 de agosto de 2014

"BEM ORGÂNICO" LANÇA 1ª BATATA FRITA ORGÂNICA DO BRASIL


batata frita


A fabricante da linha Bem Orgânico acaba de colocar no mercado o segundo lote da primeira batata frita orgânica do País e como hoje, os seus maiores clientes estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste, a indústria busca distribuidores para ampliar a penetração da linha Bem Orgânica em todo o mercado nacional.

As batatas chips orgânicas são comercializadas nas versões chips lisa, chips ondulada e palha e são certificadas pela Ecocert e Sociedade Vegetariana Brasileira – SVB. Ambas certificações garantem ao consumidor que os produtos foram desenvolvidos e fabricados sem a utilização de agrotóxicos e de qualquer ingrediente de origem animal.

A linha teve ótima receptividade no mercado, mas o primeiro lote ficou restrito a algumas praças. “Após o lançamento da Bem Orgânico e participação em importantes eventos do segmento, nosso SAC passou a receber pedidos de vários estados, inclusive do Norte e Nordeste. Por isso, estamos buscando empresas especializadas para fazer a distribuição e prospectar novos mercados”, explica a diretora Marisa Vidoz.

Na carteira de clientes estão os supermercados GPA (Grupo Pão de Açúcar), Coop – Cooperativa de Consumo (SP), Angeloni (SC), Zaffari (RS), Verdemar e Super Nosso (MG), Festival, Casa Viscardi e Casa Fiesta (PR) e Big-Lar (MT), além dos empórios Santa Luzia, St Marché e Santa Maria (SP).

FONTE: http://www.organicsnet.com.br/

quarta-feira, 11 de junho de 2014

JASMINE LANÇA PRIMEIRA LINHA DE ALIMENTOS INFANTIS ORGÂNICOS

E se, em vez de ter de readaptar o paladar, substituindo os industrializados na fase adulta por alimentos saudáveis, 100% naturais e saborosos, você pudesse fazer isso ainda nos primeiros anos de vida? A mudança seria mais fácil e os resultados perceptíveis logo cedo.

Primeira linha infantil orgânica do mercado, a Linha Beabá, da Jasmine Alimentos, permite oferecer aos pequeninos um cardápio composto por mingaus, papinhas e purezinhos, todos 100% naturais, livres de aditivos químicos ou agrotóxicos, com 0% de lactose. Com a linha, a Jasmine amplia o mix de produtos infantis.



A linha Beabá é composta pelo mingau infantil orgânico (230g) em três sabores: cereais e frutas, trigo e soja e arroz, quinoa e amaranto. Entre as papinhas (113g) estão os sabores maçã e mix de frutas. Já os purezinhos orgânicos (113g) contam com os sabores abóbora, batata e cenoura, macarrão com vegetais e vegetais com arroz e quinoa.

Os purezinhos orgânicos são cozidos e processados de forma inteligente, sem adição de açúcar, leite ou derivados, e baixos teores de sódio. Os potinhos oferecem apenas vegetais e cereais naturais, o que reforçam o conceito da empresa, que traz alimentos saudáveis do início ao fim, desde os ingredientes que o compõem até a finalização do processo, quando está pronto para o consumo. A embalagem pode ser aquecida no micro-ondas.

Os mingaus são de preparo instantâneo e fácil para os pais, com textura suave e agradável. Prontas para consumo, as papinhas são feitas de frutas selecionadas e orgânicas, e vêm em embalagem pouch que facilita o consumo e o manuseio pela própria criança.

Entre as vantagens dos produtos da linha Beabá em relação aos demais alimentos dirigidos ao público infantil estão a textura suave das papinhas e purezinhos e as embalagens, livres de BPA (ou Bisfenol A, difenol utilizado na produção do policarbonato de bisfenol A) evitando a contaminação do alimento. Além disso, os produtos são orgânicos e certificados 100% naturais (sem qualquer aditivo químico ou agrotóxico).
Linha Beabá Jasmine

Papinhas orgânicas: R$ 5,85
Mingau infantil orgânico: R$ 8,98

Sobre a Jasmine

Jasmine Alimentos é uma empresa paranaense, referência no segmento de alimentação100% saudável, orgânicos, integral, funcional. São mais de vinte anos de atuação no mercado brasileiro e de alguns países no exterior, oferecendo produtos alinhados à filosofia de promover saúde e qualidade de vida através de alimentos saudáveis e nutritivos, com sabor e qualidade diferenciados. A filosofia da Jasmine Alimentos, é que norteia todo o desenvolvimento de produtos naturais, integrais e orgânicos, com a utilização de matérias-primas rigorosamente selecionadas, isentos de aditivos químicos e outros alimentos nocivos ao ser humano e ao meio ambiente. Hoje, a empresa tem em sua linha de alimentos naturais, integrais e orgânicos, 150 itens. Destes, 31 são produtos orgânicos, certificados pelo Instituto Biodinâmico (IBD), de acordo com normas internacionais de controle e rastreabilidade, desde a produção no campo até o processamento e empacotamento. Os produtos Jasmine são facilmente encontrados pelos consumidores, pois são distribuídos para as principais redes de supermercados nacionais e regionais, além de lojas especializadas, lojas de conveniência, farmácias e drogarias, em todo o Brasil, além do comércio exterior.


FONTE: http://www.paranashop.com.br/colunas/colunas_n.php?id=28994&op=gastronomia

sábado, 26 de janeiro de 2013

CONSUMO DE ALIMENTOS ORGÂNICOS CRESCE E SETOR BUSCA MAIS PRODUTIVIDADE



O cultivo de produtos orgânicos, feitos sem a adição de agrotóxicos, está em ascensão no Brasil. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário, a produção aumenta de 15% a 20% por ano. Mesmo diante do crescimento do consumo, os produtores têm desafios no segmento, como aumentar a produtividade e a oferta dos orgânicos.

As diferenças entre lavouras orgânicas e tradicionais são sutis. A planta, no entanto, é mais clara e o sabor é diferente. O produtor rural Paulo Honda, de Mogi das Cruzes (SP), explica que o controle de pragas é feito a partir de combinações que não afetam o meio ambiente, como uma solução à base de pimenta e alho, que afasta os insetos.

Outra maneira de controlar as pragas é manter o mato que cresce em volta da plantação.

- O mato é um aliado das plantas, existe mato que atrai os insetos mais do que o próprio produto -- destaca o produtor.

Honda trabalha há 15 anos somente com produtos orgânicos. Antes disso, ele utilizava o sistema convencional, até que suas experiências foram compradas por uma empresa da região, que se interessou pela alternativa.

Hoje, o agricultor cultiva seis hectares de alface, brócolis, batata, berinjela e moranga sem utilizar nenhum produto químico.

- O produto é bastante seguro para quem trabalha e especialmente para os consumidores. Nós estamos contribuindo para questões ambientais, como solo, ambiente e recuperação de matas de reserva -- pontua.

No entanto, o produto ainda é caro ao consumidor devido à baixa oferta e produtividade.

- Nós não temos insumos eficientes para produção orgânica. A produtividade ainda é , principalmente nesta época com clima severo. A gente tem uma perda muito grande de produtos folhosos -- explica.

De acordo com o diretor de Agregação do Ministério do Desenvolvimento Agrário,
Arnoldo de Campos, em algumas redes, no entanto, o aumento na produção de alimentos orgânicos pode chegar a 40%, consequência do crescimento econômico, que dá mais opções ao consumidor.


FONTE:http://www.agrosoft.org.br/agropag/224184.htm?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+agrosoft+%28Jornal+Agrosoft%29

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

SAIBA QUANDO É MELHOR OPTAR POR ORGÂNICOS PARA ALIMENTAR AS CRIANÇAS


A busca por produtos orgânicos vem ganhando força no mundo. Nos Estados Unidos, a onda tem como apoiadora a primeira dama do país, Michelle Obama, que cultiva uma horta na Casa Branca e defende a alimentação saudável, tendo escrito até um livro, "American Grown: The Story of the White House Kitchen Garden and Gardens Across America" ("Cultivado na América: A História da Horta da Casa Branca e de Hortas pela América", sem edição em português). Diante de tanto apelo, seriam os alimentos orgânicos fundamentais para a alimentação de bebês e crianças?



"São melhores do que os convencionais, porque estão livres de defensivos (agrícolas), mas não precisam ser uma prioridade para as mães preocupadas com a alimentação dos filhos. Para famílias de baixo poder aquisitivo, por exemplo, não vale o custo benefício, já que os produtos são muito mais caros do que os convencionais", afirma o pediatra Fabio Ancona Lopez, membro do Departamento de Nutrição da SPSP (Sociedade Paulista de Pediatria).

O pediatra Sidney Federmann, especialista em alimentos funcionais do Hospital São Luiz, em São Paulo, tem a mesma opinião. "A prioridade deve ser uma alimentação saudável e variada, com frutas, verduras, legumes, carnes, feijão, leite e derivados e cereais. Sejam eles orgânicos ou não. Além disso, não há uma pesquisa conclusiva afirmando que os orgânicos são mais nutritivos do que os convencionais".

Um dos estudos que constatou que não há evidências científicas de que os alimentos orgânicos apresentam vantagem significativa em relação ao valor nutricional foi conduzido pela Academia Americana de Pediatria. No entanto, a entidade não desestimula seu consumo, já que eles não contêm agrotóxico, além de serem cultivados de forma menos nociva ao meio-ambiente.

Já Sônia Stertz, pesquisadora da UFPR (Universidade Federal do Paraná), fez sua tese de mestrado sobre alimentos orgânicos e afirma que eles são sim mais nutritivos do que os cultivados de forma convencional. “Eles têm mais nutrientes, como vitamina C, fibra alimentar e outros minerais importantes para a saúde, como ferro, potássio e selênio”, declara a especialista.

Medidas de precaução

Segundo a nutricionista Glauce Hiromi Yonamine, supervisora do ambulatório do Instituto da Criança, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, é possível eliminar um pouco do agrotóxico ao selecionar e preparar alimentos seguindo algumas recomendações:

- Dê preferência a frutas e verduras da época, pois elas necessitam de menos agrotóxicos;

- Lave bem os alimentos para reduzir a presença de substâncias na superfície;

- Retirar as cascas de frutas e legumes e as folhas externas de verduras ajuda a eliminar os agrotóxicos de superfície;

- A higienização com hipoclorito de sódio é importante para eliminar micro-organismos, mas não acaba com os agrotóxicos. No entanto, o procedimento ajuda a reduzir entre 10% e 20% do agrotóxico de contato (o que é despejado sobre a planta e não passa para dentro dela).
Crianças: mais expostas

Pesquisas à parte, a grande questão para os defensores da onda verde é o nível de pesticidas nos alimentos cultivados de forma convencional, que está relacionado a alguns problemas, como hiperatividade, distúrbios de comportamento, atrasos de desenvolvimento, disfunção motora e até câncer. A maior parte dos casos, porém, ocorre com os trabalhadores que lidam diretamente com as substâncias. Na população em geral, as crianças são as mais expostas aos riscos.

Segundo um estudo da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, alimentos com alto índice de agrotóxico afetam dez vezes mais crianças do que adultos, além de terem efeito cumulativo ao longo da vida. Segundo o pediatra Sidney Federmann, as crianças são as mais afetadas por causa do baixo peso.

Apesar dos riscos sabidos, o Brasil é o campeão no uso de defensivos químicos nas plantações, superando os Estados Unidos. Em 2010, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou o "Para" ("Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos") com amostras de 20 itens. A conclusão foi que 28% do total das 3.130 amostras coletadas apresentavam limites de agrotóxico acima do recomendável ou tinham substâncias não aprovadas para uso.

Campeões de agrotóxicos

Se for optar por alimentos orgânicos para a sua família, é importante ficar de olho em algumas recomendações, de acordo com José Pedro Santiago, diretor da IBD Certificações, certificadora de produtos orgânicos. A primeira delas é verificar se o item tem algum selo que mostre que é certificado ou validado por um organismo aprovado pelo Ministério da Agricultura.

Santiago diz que caso a pessoa for comprar apenas alguns alimentos orgânicos deve dar preferência para aqueles que, quando produzidos de forma convencional, são os mais contaminados por agrotóxicos, como tomate, batata e pepino.

Cultivo tradicional

Ao comprar alimentos cultivados de forma convencional também é possível adotar algumas medidas para evitar a compra de itens muito afetados por agrotóxicos. Confira algumas recomendações da pesquisadora Sônia Sterz:

- Desconfie de legumes muito grandes, que podem ser resultado de adubação e estimulantes artificiais;

- Dê preferência aos produtos nacionais, em vez dos importados. Frutas e legumes produzidos localmente não requerem tantos pesticidas quanto aqueles que percorrem longas distâncias e são armazenados por longos períodos de tempo;

- Opte por folhosas como alface, agrião, almeirão, rúcula, couve-manteiga e cheiro verde, que apresentam ciclo curto de cultivo e por isso recebem menos pulverizações com agrotóxicos;

- Entre as frutas, prefira caqui, pitanga, abacate, acerola, jabuticaba, coco, mexerica (ponkan) e nêspera, que apresentam baixo risco de contaminação;

- Morango, goiaba, uva, maçã, pêssego, mamão papaia, figo, pera, melão e nectarina possuem alto risco de contaminação quando são produzidos de modo convencional.


FONTE: http://mulher.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/redacao/2012/11/20/saiba-como-aproveitar-os-alimentos-organicos-no-cardapio-do-seu-filho-sem-pesar-no-seu-bolso.htm




quarta-feira, 14 de novembro de 2012

ORGÂNICOS SEM INTERMEDIÁRIOS

A lista de produtos orgânicos que estão conquistando as gôndolas dos supermercados não para de crescer.

No último ano, as iguarias ganharam espaço exclusivo nos corredores, com direito a placas explicativas. Mas a produção nacional ainda insuficiente leva o varejo a importar rótulos made in Espanha, por exemplo. Segundo a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), as vendas de produtos sem agrotóxicos deve alcançar R$ 30 milhões em 2012 - participação ainda tímida frente às vendas totais dos supermercadista no Estado ro Rio Grande do Sul (R$ 15 bilhões). "O gaúcho é o consumidor com maior preocupação em relação à qualidade de vida e ele está disposto a pagar até 40% a mais por produtos saudáveis", avalia o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo. De acordo com o dirigente, o destaque em termos de participação do segmento na comercialização, hoje, se dá no setor hortifruti, onde 10% das vendas, em média, correspondem a orgânicos. E a aposta é que este percentual dobre nos próximos cinco anos.


Mas há também quem prefira as feiras livres, onde impera a venda direta do produtor ao consumidor. Comprar nesses locais é a melhor forma de consumir orgânicos a um custo mais acessível, avalia o coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura (Mapa), Rogério Dias. Segundo ele, sem intermediários, a produção local, que percorre distâncias menores, também é fortalecida. Ganha o consumidor, ganha o agricultor.

O funcionário público Jânio Bertollo Marcon, 50 anos, sabe que a salada do almoço de domingo pode sair bem mais barata no supermercado, mas o sabor e a qualidade compensam os centavos gastos a mais. Ele conhece praticamente todos os feirantes - cerca de 40 - da Feira Ecológica, no bairro Menino Deus, na Capital, pelo nome. Também pudera: frequenta desde as suas primeiras edições. Nascido em Jaguari, na região Central do Estado, é lá que ele reencontra aromas e sabores que marcaram a sua infância. "Venho duas vezes por semana para ter alimentos mais frescos, já que são recém colhidos. Também faço encomendas e aproveito para pegar algumas dicas com o pessoal sobre doenças de plantas para repassá-las para parentes que moram no Interior."

O agricultor é outro que se beneficia da venda direta. Em média, o valor do produto orgânico é 30% superior ao convencional. Olair Nunes dos Santos, 52 anos, de Nova Santa Rita, é um deles. Hoje, quase tudo o que é colhido na propriedade de 12 hectares é comercializado na feira, que ocorre quartas-feiras e sábados no pátio da Secretária da Agricultura (Seapa). Santos consegue enxergar benefícios além do preço diferenciado, a começar pela sua saúde. Há 23 anos, ele decidiu que "os venenos" não iriam mais fazer mal a sua família. Os olhos esverdeados viram, assustados, vizinhos e colegas da Associação Grupo do Erval terem que buscar auxílio médico depois de uma intoxicação. Assentado da reforma agrária, o agricultor conta que o incentivo do governo foi fundamental para a transição.

Além disso, Santos preza pelos laços afetivos com o público. "São mais do que clientes, viraram amigos." Apesar do movimento intenso, no dia em que a reportagem foi à feira, Santos conseguiu dar atenção a um grupo de 15 alunos do Ciep Mané Garrincha, conduzido pela professora Beatriz Lopes, e saciar a curiosidade dos pequenos. Mas nem sempre foi assim. Quando a feira começou, há 15 anos, eram duas bancas para consumidores escassos.
FONTE: http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=117&Numero=324&Caderno=11&Noticia=455770